Perdi ontem, o meu pai. A mao que me ajudou nos meus primeiros passos. O colo no qual eu dormi milhares de noites. Quem me ensinou como se faz farinha, e a cortar mandioca do pé. E a comer cuzcuz pela manha, rapadura e carne de sol. Minha âncora, meu amor, o abraco gostoso sem hora pra ser, e a palavra dura quando tinha que ser. Saudades sem fim, e muita dor por estar longe, e nao ter dado o último adeus.
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