My blog has moved!

You will be automatically redirected to the new address. If that does not occur, visit
Você será automaticamente transferido para minha nova página, aguarde alguns segundos!
http://www.cogumela.com
and update your bookmarks.

Mostrando postagens com marcador massas/pasta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador massas/pasta. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ragú de veado com cerejas ácidas e chanterelle selvagem refogado entre folhas de lasanha com salsinha


Achei bárbara essa maneira inusitada de se montar uma lasanha: diretamente no prato e sem gratinar! Essa minha receita ficou uma maravilha de gostosa - aposte, você não vai se arrepender quando provar o resultado.

Você vai precisar de:

  • Molho bechamel - tenho uma receita aqui (mais ou menos 1 xícara de chá)
  • 2 ou 3 nozinhos de mozarella de búfala
  • Mini agrião ou salsinhas, e cerejas doces pra decorar
  • Ragú de veado com cerejas ácidas:
500 g de carne de veado (apropriada para ensopados ou goulash)
1 xícara de cerejas ácidas (usei congeladas)
500 ml de vinho tinto de boa qualidade
4 folhas de louro
3 dentes de alho picados
1 cebola roxa grande, picada
1 cenoura e 1 pedaco de talo de salsão, cortados em pedacos grandes
1 colher (sopa) de açucar
sal e pimenta do reino em grãos a gosto
azeite de oliva o quanto baste
1 xícara (chá) de caldo de carne forte (de preferência, que seja caseiro)
2 ou 3 cravos da índia
pouquinho de amido de milho dissolvido em água

Refogue o alho, as cebolas e demais legumes em pouco azeite, e junte a carne picada em pequenos retângulos, e as folhas de louro. Salpique pouco sal e o açúcar. Deixe fritar bem, e acrescente o vinho e os cravos. Junte o caldo de carne e deixe cozinhar em fogo baixo, por mais ou menos 2 horas, ou até que a carne esteja totalmente macia. Se necessário, acrescente água durante o cozimento. Descarte o salsão e as cenouras. Depois de pronto, acrescente as cerejas e deixe cozinhar por mais alguns minutos, com cuidado para que elas nao se desmanchem. Corrija o sal, e engrosse um pouquinho o caldo com amido de milho dissolvido.


  • Cogumelos chanterelle selvagens fritos:

200 g de cogumelos do tipo Chanterelle
sal e pimenta do reino a gosto
1 colher (sopa) de azeite de oliva

Frite os cogumelos limpos (se forem muito grandes, corte-os ao meio) e tempere-os com pimenta e sal. Reserve.


  • Lasanha com salsinha:
A massa básica é a companheira de sempre. E pra lasanha, ou papardelle, acrescento sempre um tiquinho de azeite de oliva na mistura. A proporção é: pra cada 100 g de farinha, 1 ovo. Junte um pouco de salsinha desidratada à farinha, pitadinha de sal, os ovos, fio de azeite e amasse tudo muito bem. Depois abra com o rolo ou cilindro, na espessura de 2 mm (o sabor acentuado do ragú pede uma massa mais grossa) e corte no formato que desejar (eu cortei em círculos). 
Eu usei 2 medidas, ou seja, 200 g de farinha e 2 ovos. A salsinha desidratada nem altera o sabor da massa - que continua neutro. Serve mais pra dar um aspecto bonito no final. Cozinhe ao dente, em água abundante, temperada com sal.

Monte a lasanha:
Aqueça os molhos, e os cogumelos. Escorra a massa.
Pincele béchamel no centro do prato, e faça uma caminha de ragú. Deite uma folha de lasanha, e sobre esta respingos de béchamel e um punhado dos cogumelos. Outra folha de lasanha, bechamel e a mozarella fatiada. Mais uma folha de lasanha e ragú. Por último, uma boa colherada de cada molho, chanterelles astutamente empilhados, cerejas doces, e mini agriao salpicado. 

Bom apetite!


domingo, 1 de maio de 2011

Pappardelle trufado, Hiratake refogado e medalhoes de filé de porco.



Servus, amigos queridos!

Andei sumidérrima, e a questao é mesmo falta de tempo. A vida é uma correria, e me doeu estar tanto tempo sem postar nada ou visitar os blogs que eu amo, dos meus colegas aqui - se bem que dói também nao poder estar na minha cozinha todos os dias...

Comprei umas trufas relativamente baratas (até assustei quando vi o preco!) e a velha história do "sai caro" aconteceu: o aroma desapareceu logo depois do pacote ter sido aberto. Sabor de "trufa demais suave", que nao marcou minha pasta como atracao principal do jantar.

 A estrela foi mesmo um outro fungo, as 500 g de Hiratake (aqui, Austernpilze) que valeram cada cent europeu gasto.


Para a pasta:

400 Pappardelle ou massa de sua preferência
60 a 70 g de manteiga sem sal
1 colher de sopa de creme de leite fresco
sal, pitada de noz moscada e pimenta do reino branca a gosto
trufas frescas
algum pedaco de cebola em pétala

Fatie e pique as trufas.

Cozinhe a massa ao dente em água com sal, e enquanto isso derreta a manteiga em fogo médio com a cebola junto. Descarte a cebola da panela, acrescente o creme de leite, uma pitadinha de sal, pimenta e noz moscada, as trufas, escorra a massa e junte, incorporando-a ao molho de manteiga.
Sirva imediatamente.

Os cogumelos refogados:

Nenhum segredo. Fatiei, e refoguei até amaciarem em óleo de oliva com óleo de canola em uma frigideira. Por último, uma pitadinha de sal.

A carne:

Outra coisa instantânea, sem mistério. Cortei o filé de porco em medalhoes grossos, e levei ao fogo alto pra fritar, salpicando na metade do cozimento, apenas flor de sal.

Coisas simples, reunidas num prato com ingredientes de sabor com identidade, digamos: cada garfada para apreciar o real aroma desses cogumelos deliciosos, a suculência desmascarada desse corte de carne, e a textura e pose dessa massa larga adorável, acetinada assim pelo confortável toque da manteiga .
Até com trufas "meia-boca" valeu a pena.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pastitsio


Alguns o chamam de "lasanha grega", o nome é derivado do italiano "Pasticcio". Este prato grego, com forte influência da culinária italiana, é saboroso, suculento, e muito fácil de fazer. É basicamente, macarrão cozido, alternado em camadas com carne refogada, cobertos com molho bechamel, e depois gratinado. Alguns valem-se de clara de ovos para garantir que o macarrão continue "unido" na hora de cortar. Eu não usei, e digo que se você quiser servir logo depois do forno, não vai ser tão feliz na apresentação do seu prato. O ideal é aguardar um tempo. Claro que deve haver preparação que garanta o sucesso imediato, mas não sou especialista no assunto... (Confissão: os pedaços que comi no dia seguinte foram os mais bem "apresentáveis", e o sabor estava jóia, mesmo sendo aquecidos no microondas, o que me leva a crer, que este é um prato muito bacana pra entrar na lista das coisas que você pode preparar de "antemão", pra dias de corre-corre)
Há várias versões, mas a construção do prato é basicamente a mesma em todas, assim como os temperos utilizados no refogado de carne.
Eu já tive a feliz oportunidade de comer o dito maravilhosamente preparado por competentes mãos gregas, e garanto que a minha receita não deixou muito à desejar...rs

Para um refratário grande, ou 2 pequenos:
Olha só como eu fiz: um com 2 camadas de massa e carne no meio, e outro só com uma camada de massa, carne e entao o molho bechamel, que vai por cima.

500 g de carne de cordeiro moída (use de boi, se preferir)
500 g de massa tipo "maccheroni"
2 tomates pelados, sem sementes, picados
1/2 xícara (chá) de molho de tomates
azeite de oliva
2 dentes de alho picados
1 xícara (chá) de salsinha fresca, picada
1/2 cebola finamente picada
canela moída, noz moscada, pimenta da jamaica (ou do reino), sal a gosto
queijo tipo mozarela, ou algum que derreta bem, ralado
queijo parmesão ralado

Para o molho bechamel:
700 ml de leite
3 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
folhas de louro
1 cebola espetada com 6 cravos da índia
noz moscada e pimenta do reino branca
sal

Refogue primeiro as cebolas, no azeite de oliva. Junte a salsinha e o alho, e então a carne. Refogue até estar cozida, temperando com sal, canela, noz moscada e pimenta. Junte os tomates e o molho de tomate, cozinhando por mais 5 minutos. Retire do fogo e reserve.
Faça um molho bechamel bem espesso, eliminando as cebolas e louros. (Ferva antes, o leite com esses temperos, coe e utilize-o para o molho)
Leve a manteiga ao fogo baixo, acrescente a farinha, e o leite. Engrosse e tempere com noz moscada e pimenta, corrigindo o sal.
Leve a massa pra cozinhar em água com sal. Escorra e misture com 1 colher (rasa) de manteiga, e um pouco do queijo ralado. Distribua uma camada da massa num refratário untado com azeite de oliva. (Eu usei 2 menores)
Coloque a carne refogada, pressionando e "alisando" de forma que tudo "grude" muito bem. Coloque mais uma camada da massa, e cubra com bastante molho bechamel. Em um dos meus refratários, eu fiz apenas 3 camadas: massa - carne - e molho bechamel, e ficou uma forma interessante de montagem também.
Cubra com queijo tipo mozarela ralado, e mais parmesão.
Leve ao forno médio, até dourar completamente a superfície.
Como eu comentei lá em cima, não se atreva a tentar servir imediatamente, porque a massa vai despencar e perder a pose de "madame lasanha", rs.
Se for mesmo fã de azeite de oliva, regue com mais um pouco, e salsinha picadinha.
Devore sem vergonha de ser feliz!

Com uma camada só de massa...

Com 2 camadas de massa...

Ah, pratinho... você nao foi páreo para os trocentos pedacos devorados, nao...rsrs.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tortilha espanhola, e um selinho lindo do Dani e da Jana

Obrigado pessoas (Dani e Jana)! Bem bonito mesmo, amei!





Essas são as regras pra quem recebe esse carinho:
Postar o selinho no seu blog
Linkar o blog que lhe ofereceu
Oferecê-lo a mais 10 blogs
Avisar os 10 escolhidos.
Vou repassar a belezinha pros amigos que antes receberam de mim um outro selinho!
Espero que gostem,

http://www.rubr.com.br/
http://cafecombolodefuba.blogspot.com/
http://coisasboasdavida-elianapessoa.blogspot.com/
http://iguariascaseiras.blogspot.com/
http://nabiroskinha.blogspot.com/
http://nacozinhadothiago.blogspot.com/
http://saboreseafetos.blogspot.com/
http://emamaocomacucar.blogspot.com/
http://nossacozinhadani.blogspot.com/
http://jengibrenaranjaymiel.blogspot.com/

A Tortilha de batatas:


É um prato típico espanhol, e consumido praticamente em todo o país. Na nossa festa do Reveillon passado, tive a honra de ganhar uma travessa maravilhosamente bem feita, de uma amiga espanhola. Desde então, me apaixonei. Mas esta aqui nao é a receita dela, é resultado da minha colheita de receitas, pra um gostoso jantar, que ainda teria outro prato também espanhol, Carcamusas, o qual posto logo em seguida.
À princípio parece que o azeite empregado na receita é muito, mas não é. Eu poderia ter usado ainda um pouco mais.

700 gr de batatas
4 ovos
2 dentes de alho
1 cebola pequena
2 colheres (de café) rasas de fermento em pó
1 e 1/2 xícaras (chá) de azeite de oliva
1/2 colher (café) de sal
Pimenta do reino a gosto

Corte as batatas, descascadas, em rodelas finas. Leve o azeite ao fogo, e junte as batatas fatiadas. Tempere com umas poucas pitadas de sal. Deixe-as cozinhar no azeite, em fogo médio. Pique o alho e a cebola, e junte às batatas quando estas já comecarem a amaciar (eu coloquei antes, e quase tive alhos e cebolas queimados! Cuidado!rs). Vá "cortando" as batatas com uma espátula, e continue com a panela no fogo, até que fiquem bem cozidas e picadas.
Coloque pra escorrer num peneira, e apare o azeite que sobrar.
Numa tigela, bata os ovos, adicione o sal, o fermento, a pimenta, e a massa de batatas já um pouco mais fria. Mexa bem, coloque 3 colheres do azeite que você recolheu das batatas, e leve a massa ao fogo. Vá cuidando as bordas com uma espátula, e tampe para que cozinhe.

Quando a superfície começar a endurecer, vire a massa: coloque um prato grande sobre a frigideira, vire-a, e depois deslize a massa pra dentro novamente.
Deixe cozinhar de 5 a 7 minutos, e prontinho! Espere esfriar um pouco antes de cortar, e sirva morna, ou mesmo fria, com uma rodela de limão.


Coisa simples e muito saborosa.







terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ravioles de salmão ao molho cítrico




Essa receita surgiu na pressa de fazer um jantar gostoso, mas que combinasse com o que eu tinha na geladeira. Deu certo, e aconselho a minha participação com Gengibre, no Alquimia de Ingredientes do maravilhoso Blog "Eu Mulher", pela praticidade, e resultado fantástico. Até quem não tem muita intimidade com o cilindro, vai dar conta. Aliás, nem há necessidade de máquina: como a quantidade de massa não é muita, e ela não precisa estar muito fina, dá pra fazer no rolo mesmo, sem dor de cabeça, rs.

Ingredientes e modo de preparo (para 2 pessoas que comem bem!):

A massa (tive rendimento de 12 ravioles):
200 gr de farinha de trigo
2 ovos grandes
pitadas de sal

Misture tudo, e passe no cilindro, ou use o rolo, formando uma massa maleável e com 2mm de espessura (a minha ficou até mais grossa, pouquinha coisa, mas nem por isso atrapalhou!). Corte em círculos pequenos, e recheie, fechando em seguida, com pressão nas bordas. Leve à cozinhar em água com sal, e cuide! (ou irão desmanchar), porque o tempo depende de quão grandes ficaram os seus, e da espessura da sua massa. Pode variar de 6 até 9 minutos.






O recheio e molho:

250 gr de filé de salmão
1 colher de gengibre fresco, ralado
1 cebola pequena, picada em pedaços grandes
100 ml de leite
200 gr de creme frâiche
suco e raspas da casca de 1 limão siciliano
1 colher (sopa) de manteiga
1 unidade pequena de funcho, mais 1 colher (sopa) das suas folhas, picadas
pimenta do reino branca
sal
noz moscada
azeite de oliva
algumas folhas de louro e alecrim
cebolinha verde à gosto

Pique o salmão em pedaços pequenos. Tempere com algumas gotas de limão, pitadas de sal, pimenta branca moída, o gengibre ralado e as folhas da erva-doce. Recheie os discos de massa.

Leve a manteiga ao fogo baixo, e refogue por alguns minutos as cebolas, com o louro e o alecrim. Adicione o leite, e deixe ferver mais 2 minutos. Coe, eliminando os temperos, retorne à panela, tempere com pitadas de noz moscada e pimenta branca, e adicione, mexendo, o creme frâiche e o suco de limão, controlando a acidez da forma que lhe agrade. Retire do fogo e corrija o sal. Reserve.

Refogue em azeite de oliva, o funcho cortado em lâminas grossas, com algumas pitadas de sal.


Escorra a massa, deite colheradas  do molho em pratos individuais, os ravioles, o funcho refogado por cima, com um fio de azeite, cebolinha verde, as raspas de limão, e mais pimenta, se gostar. Fica uma delícia!


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Salada italiana de Farfalle integral

Uma ótima idéia pra dia de preguiça (o que não devia acontecer na nossa cozinha, né, colegas... Mas de ferro nao somos feitos!). Pra mim desceu mesmo como uma salada, mas relendo a coisa... Dá até pra retirar a primeira palavra, e fazer a idéia se tornar uma massa digna de prato principal, né? rs.
Ah, faça como quiser, mas faça! Porque essa vale a pena:

200 gr de massa tipo gravatinha, integral
200 gr de mozarela de búfala em bolinhas pequenas
1 xícara (chá) não muito cheia de azeitonas pretas
2 abobrinhas italianas pequenas, fatiadas em rodelas de 1/2 cm
10 tomates cereja cortados ao meio, ou menos, de tamanho maior, cortados em 4 (eu usei os chamados aqui tipo "coquetel", redondinhos, e maiores)
manjericão fresco a gosto picado (usei o roxo, porque tenho em casa um "pé" que tá maior que o de "feijão do João", rs)
orégano fresco, a gosto
um bom punhado de rúcula selvagem

Faça este molho:
3 colheres (sopa) de vinagre balsâmico
2 colheres (sopa) de pesto "rosso", pesto vermelho (comprei pronto. A Barilla tem, e digamos que os preços da marca aqui são em conta)
1 xícara (café) de azeite de oliva extra
pitadas de sal
pimenta do reino a gosto

Misture tudo e reserve.

E agora, a salada:
Coloque as gravatinhas para cozinhar, em água com sal. Quando faltarem 2 minutos para finalizar o cozimento (siga instruções da sua embalagem para que estejam ao dente), jogue na panela as abobrinhas cortadas em rodelas. Escorra tudo junto, e passe para uma tigela grande (se for fazer fria) ou volte à panela onde cozinhou a massa, para incorporar e aquecer os demais ingredientes.
Junte o restante dos ingredientes, o molho, e por último a rúcula, misturando delicadamente, e leve à mesa. Eu servi ainda quente, mas se preferir gelada, leve à geladeira por algum tempo, e só na hora
de servir, acrescente a rúcula.

Uma diquinha aprovada: se tiver umas anchovas, sem dúvidas que você vai "mediterranear" o prato ainda mais, e deixá-lo pra lá de gostoso...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Kaiserschmarrn, sobremesa ou prato principal?

Há uma conversa ao redor do prato, que afirma este ter sido criado para agradar à um imperador. Deve ter agradado muito, porque eu adoro essa gostosura apesar do meu sangue ser verde e amarelo, rs. Aqui na Baviera, é coisa tradicional, e é servido não como sobremesa, porque se você pedí-lo em qualquer restaurante, após o almoço ou jantar, nao vai conseguir comer sozinho. A quantidade é assustadora, coisa de um prato cheio.
Cheirando à baunilha (usada na maioria das receitas), de textura leve e adocicada, combina perfeitamente com o purê de maçã, que é o seu acompanhamento tradicional. Alguns servem com amêndoas em lascas, mas confesso que prefiro sem. Já fiz com "mistura de pacote", que você encontra muito fácil em qualquer supermercado, mas a feita por você mesmo fica muito melhor, sem dúvidas.

Esse é o pacotinho de "mistura" pra fazer a danada...
Traga o Tirol pra dentro da sua casa, e verá quão gratificante é o resultado dessa aventura culinária alpina, tão simples e fácil, e ao mesmo tempo, tão gostosa.

Essa receita rende 5 pratos de sobremesa, ou 2 a 3 como "manda o figurino" por aqui: muito bem servidos!


200 gr farinha de trigo
6 ovos
2 colheres (sopa) de açucar
1 colherinha (café) de sal
250 ml de leite
4 colheres (sopa) cheias de manteiga
1 xícara (café) de uvas passas
algumas gotas de extrato de baunilha
pó (açúcar) de confeiteiro pra finalizar
purê de maçã (comprei pronto) pra servir junto

Separe as gemas dos ovos, e misture (eu usei batedeira) com o leite, a baunilha, o açucar, o sal, e a farinha. Acrescente as passas e mexa. Bata as claras em neve, e incorpore na mistura com delicadeza. Deve ficar uma massa bem leve, nao muito espessa. Esquente metade da manteiga em uma frigideira antiaderente, no fogo médio, e assim que comecar a espumar, despeje metade da massa (a não ser que você use uma mega frigideira, o melhor é fazer aos poucos. Bom que forme uma "panquecona" de 1 a 1,5 cm de espessura).

Espere alguns minutos, até que você possa dar aquela erguidinha na beirada da massa, e uma olhada embaixo, pra ver se já está corando. Quando comecar a ficar dourada, vire-a, e nao se preocupe se quebrar, porque logo você vai ter que despedaçá-la aí mesmo, pra dar-lhe a devida forma final.

Espalhe o restante da manteiga por cima e ao redor. Espere dourar por baixo, e comece a "cortar" a massa, rapidamente, com uma espátula, de forma que ela pareca um mosaico de pequenos losangos e retângulos compridos.

Passe para um prato, polvilhe bastante acucar de confeiteiro, e sirva com o purê de maçãs. Ou se gostar, alguma outra geléia de frutas de bosque, silvestres, como amora, por exemplo, fica ótimo também! Eu gosto de comer a minha com compota de groselhas (que nunca falta na despensa aqui de casa), o que nunca vi ninguém fazer, maaaas... fica bom demais!


domingo, 26 de setembro de 2010

Panquecas de carne da Vovó Nena



Minha mãezona, a Nena, sempre me presenteou com essas delícias "de se empanturrar", que eram as panquecas que ela fazia. Sem nada de mistério, nada de complicado. O mais difícil, nem é difícil: a hora de fritar. Generosamente recheadas de carne moída - e nada mais, coube a mim acrescentar umas ervilhas, porque gosto, mas não que esteja na receita da mamis. A coisa ali era tremendamente assim: simples e gostosa.

A massa (rende cerca de 6 panquecas nao muito grandes):
1 ovo
1 xícara (cheia) de leite
1 xícara (nao muito cheia) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de óleo de soja
1/2 colherinha rasa (café) de sal

Bata tudo no liquidificador. Você sabe fazer os discos? Pra quem nunca fez as ditas: só pingar óleo em uma frigideira antiaderente (se tiver alguma já no tamanho do seu desejo de panquecas - há até as próprias pra isso!), levar aí dentro uma "conchada" de massa, e girar com um pouco de balanço, segurando pelo cabo, até que a toda ela se esparrame pela superfície. Vire com cuidado pra nao rasgá-la, aguarde o cozimento deste lado, e deite em seguida num prato, pra depois enrolar com o recheio. Quando são poucas, como no caso, primeiro eu frito todas e depois recheio, e enrolo.


Coloque a carne no meio...
E enrole assim... Mas você consegue fazer uma mais bonitinha, certeza, rs.
O recheio:
Carne moída refogada com alho e cebola. Com 500 gr dá pra rechear 6 panquecas.

Cobri com molho de tomate aquecido (pronto, de caixinha), e salpiquei queijo parmesão. Se colocar um queijinho que derreta (tipo mozarela), levar ao forno por 2 minutinhos também fica legal! Bem casa de mãe, pra cidadãos que como eu, morrem de saudade daquele abraço gostoso delas, depois de comer umas 4 dessas panquecas...rs.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Espaguete "nero" com camaroes ao alho, e lentilhas vermelhas.

Ingredientes:
300 gr de espaguete "nero di seppia"

1 xícara (chá) de lentilhas vermelhas já cozidas e escorridas
250 gr de camaroes médios, temperados previamente com sal e limao
4 dentes de alho picados
azeite de oliva o quanto baste
sal e pimenta
alecrim fresco pra decorar

Cozinhei o espaguete ao dente.
Refoguei os alhos com bastante azeite, joguei aí os camaroes, e fritei-os em fogo alto por alguns minutos, até dourarem, mas continuarem macios. Acrescentei as lentilhas, mexi, temperei com sal e pimenta. Escorri o macarrao, e misturei ao molho. Servi imediatamente.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Semmelknödel com molho de cogumelos

Servus!
Coisa muito apreciada por estes lados aqui...
Já tentei sem sucesso fazer os de batata. Só funcionou mesmo, advindos da mistura de caixinha. Mas nao vou desistir nao, uma hora vai dar certo.
Os Semmelknödeln, que sao essas bolas feitas de pao velho (nao tao velho hein?! rs) amolecido em leite quente, e transformado em massa com adicao de alguns outros ingredientes sao super gostosos.

É uma ótima maneira de nao "perder" aqueles paezinhos sobrados de anteontem...
Com esse molhinho de cogumelos Chanterelle (Pfifferlinge, em alemao) entao...

Ficam deliciosos nesse molho...
Para a massa do Knödel (fiz 7 bolinhas nao muito grandes, mas se diminuir um pouquinho o tamanho, sai 8):


4 paes tipo "francesinhos", "amanhecidos" ou do dia anterior (certo tipo de pao branco aqui no Sul da Alemanha é chamado Semmel, daí o nome do prato)
1 cebola picada em quadradinhos
1 ovo
1/2 xícara (chá) de leite quente (ou até menos, na hora é que você vai saber)
salsinha à gosto (eu usei muita, 2/3 de xícara - de chá, picada, normalmente vai menos)
pitadas de sal, noz moscada se quiser, e pimenta do reino a gosto

Coloque uma panela grande de água para ferver.
Fatie o pao, e depois esmigalhe em pedacos menores, numa tigela. Salpique umas pitadas de sal e pimenta do reino. Adicione o leite quente, apenas o suficiente para que o pao fique úmido. Adicione todos os outros ingredientes e mexa bem, fazendo uma "massa" consistente. Ela fica bem grudenta, mas nao se preocupe: dá para formar as bolinhas sem nenhum problema. Há receitas que levam farinha de trigo e manteiga também, mas esta aqui é inteiramente minha - eu respeitei as "normas" de tempero, e cozimento!, rs, que caracterizam os tradicionais bolinhos.
Vá pegando pedacos da massa e enrolando, fazendo bolas nao muito grandes. Desligue o fogo, quando ferver a água, e coloque os Knödeln pra cozinhar. Pode ser que eles subam à superfície, mas nao significa que estejam já prontos. Deixe nessa água quente por mais de 18 minutos.

Dá pra ir retirando da água quando for servindo... Nao precisa escorrer todos. E atencao: se a água ferver, eles podem desmanchar...
O molho:

200 gr de cogumelos Chanterelle (Pfifferlinge)
1 cebola picada
200 ml de creme de leite homogeneizado
150 ml de leite
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (sopa) de manteiga
noz moscada
2 folhas de louro
pouquinho de páprica doce
sal e pimenta branca a gosto

50 gr de bacon ou presunto em cubinhos, fritos (só levá-los ao fogo- com 1 colher de óleo, se for presunto - e deixar que eles dourem)

Leve a manteiga ao fogo, e refogue as cebolas. Adicione o leite, o louro, e deixe cozinhar por alguns minutos, e entao o creme de leite, temperando com sal, pimenta branca e noz moscada. Retire do fogo, deixe esfriar um pouco, e leve ao liquidificador. Depois coe numa peneira para eliminar o "bagaco" de cebolas e o louro, e reserve.
Limpe bem os cogumelos. Há quem diga que nao devam ser lavados, por assim perderem parte do aroma, ou sei lá qual outras razoes. Mas realmente, sou leiga no assunto, e no nao saber o que fazer pra higienizá-los, eu lavo, e seco bem, imediatamente, com cuidado.
Respingue umas gotas de limao, e leve ao fogo, numa frigideira com 2 colheres de azeite de oliva. Refogue por alguns minutos, em fogo médio. Quando comecar a juntar água, salpique páprica e adicione o molho de leite e cebolas. Quando comecar a ferver, retire do fogo, e verifique o sal.

Deite o molho num prato, retire o Knödel da água e ajeite sobre ele, e salpique cubinhos de bacon, ou presunto frito.

Fica bom demais!




quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lasanha aos 3 molhos



Você é uma pessoa "de fé"? Em que você realmente acredita? Eu questiono o meu espiritual "acreditar" todo Santo dia, o que nao é diferente na cozinha, afinal eu cozinho com a minha alma e coracao também, porque gosto disso. Há coisas nas quais eu "boto muita fé", como foi na criacao dessa Lasanha! A coragem é a mae dos grandes feitos, e quando estes nao se tornam taaaaao grandes, desculpam-se pela própria virtude, nao é? Ahhhhh... Mas nao foi o caso! Ficou deliciosa mesmo...

Eu ainda tinha lombinho de porco, e fatiei pequenininho. Tinha pimentoes vermelhos, fiz o mesmo. Champignons marrons, picadinhos também. Uma linda pimenta verde dando sopa, e um punhado de ervas (manjericao, orégano e alecrim) pra dar aquele impulso necessário.



Molho bechamel (a minha receita de sempre, já dita antes, mas vai lá de novo: cada um tem suas manias, e jeitinho de preparar o tal molho branco. O meu, eu faco assim, quando tenho tempo!: Refogo em 2 colheres de manteiga, 2 colheres de farinha de trigo - fazendo entao, o chamado "roux", que é a mistura de farinha e manteiga em partes iguais, cozida por alguns minutos, ou até que se queira uma outra coloracao, e é empregada pra engrossar molhos; entao, despejo aí, 3 copos de leite já previamente fervido com 1 cebola, 6 cravos, e 2 folhinhas de louro, coado. Acerto o sal, e mais noz moscada ralada e pimenta branca, e deixo engrossar em fogo baixo. A textura vai de acordo com o que se quer: se mais espesso, mais roux pra dentro, se mais fluido, só acrescentar mais leite.) na textura de cobrir as costas da colher, mas nao muito grosso.


Molho de tomate:
Refoguei 2 dentes de alho picados em azeite de oliva, entao 300 gr de purê de tomates, 2 tomates pelados, e picados, sal, orégano e manjericao, pitadas de acúcar e fervi até ficar bonito.



Molho de carne:
Levei o porco (250 gr + -) ao fogo com cebola picada (1/2 pequena), pitadas de coentro em pó, cominho, alecrim, sal, a pimenta verde limpa e fatiada, até dourar, pingando umas gotas de vinagre balsâmico. Acrescentei entao os pimentoes, e em seguida os cogumelos, já misturando junto 1/2 copo de água com 1 colherinha de amido dissolvida aí. Tem que ficar bem cremoso; se necessário, adicione mais um tiquinho d'água.



A massa... Aaaaaaah, a massa...
Quando abri a despensa, percebi apenas 150 gr de farinha. 2 ovos... E agora????
Nao dá nada... Acreditei em mim! rs. Fiz a massa com 1 ovo inteiro + 1 gema, pitadas de sal e as 150 gr de farinha. Deu certo.
Cortei no tamanho do meu refratário e comecei a montagem.



Na sequência: molho de tomate -  massa -  molho de carne - bechamel - queijo ralado - massa - molho de tomate - massa - molho de carne - bechamel - queijo - massa - bechamel de novo com muito queijo por cima. Forno quente por 30 minutos.


Believe me: fica de arrebentar o côco!
E falando em arrebentar o côco... A expressao me traz do último domingo, lembrancas da conviccao de uma mulher tao otária, distraída e como dizemos em família, "tantan", que tomou um tombao da bicicleta dela, PARADA. Ela acreditou demais no seu próprio equilíbrio...rs. (A mulher era EU, lógico...)

John Mayer FOREVER: