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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Peito de pato com figos assados e batatas ao Roquefort


A mamis França (culinariamente falando) é mesmo "francinante"!
Revirando o misto, mas muito organizado, baú em constante emergência de tendências minimalistas e tradicionais grandes pratos - às vezes no tamanho também!, é de babar, assustar e confundir, a percepção devastadora da cozinha francesa. Não que a nossa não seja fantástica! Mas tenho que reverenciar o forno que já produzia bárbaros pães, e que já sofria a introdução de novos conceitos culinários (frisando a preocupação com o visual dos pratos, técnicas de utilização de temperos, e por aí vai...) enquanto nossos índios ainda se assustavam com as galinhas! Claro que é notável - vejo até pela resistência à experimentar novos sabores (coisa comum em nossas mesas) quão jovem é nossa participação na história da culinária mundial. Mas vamos combinar, a relação entre uma coisa e outra é apenas questão de tempo: estamos fazendo um ótimo trabalho, né? Acho que contamos muito com a sorte também: um lugar tão rico em matérias primas não poderia carregar o tédio de uma outra situação, senão essa selva de criatividade onde comemos, que conta ainda com o incrível "jeitinho" brasileiro.
Assim, podemos adaptar quase qualquer receita aos ingredientes que temos ao nosso dispor, ou vice-versa. Estou a um pulinho da França, mas nem sempre encontro o que preciso para "parir"aquela impecável delícia sem erros. Foi assim que surgiu a idéia do jantar.
Sobre o Magret de Canard:
A receita original reza que seja feito do peito de um pato chamado Mulard, que por sua vez surge do cruzamento entre o pato Barbarie e o marreco.
A importância da utilização desse corte - que é o Magret, é principalmente por causa da "capa" de gordura sobre o peito, e a suculência da carne. Esses patos são criados para se tornarem realmente gordos, são "superalimentados", e é deles que também se extrai o fígado para um outro famoso prato francês, o Foie Gras.
Consegui - e muito por acaso!, um pedaço de peito de pato Barbarie, que por sinal tinha uma capinha de gordura razoável, e resolvi arriscar, preparando-o da mesma forma que o clássico Magret.


Não me arrependi! Ficou ótimo. A carne ficou espetacular, com uma cor rosa linda, muito macia, e um sabor (imagina, temperei só com sal e pimenta!) incrível! O toque doce do molho combinou muito bem, mas quero acentuar o quanto vale a pena ter esse corte, mesmo solitário, na sua tábua.
No rolo de não saber com o que acompanhar, fui de batatas gratinadas com Roquefort. Parece muita mistura de sabor, e as batatas iriam bem só com molho béchamel e algum queijo de sabor mais suave, sim. Mas ficou bom, porque usei pouco queijo no molho, e pouco molho também.


As batatas:
6 batatas descascadas e cortadas em rodelas
80 g de queijo Roquefort
200 g de creme frâiche
1 gema (só use se gostar assim)
noz moscada e pimenta do reino branca
tiquinho de parmesão ralado fininho
O Roquefort é um queijo francês, produzido à partir de leite de ovelhas. O seu sabor é bem marcante, e a consistência cremosa. Possui fungos que lhe conferem, depois da maturação as características "bolinhas"(veios) verdes.



Aqueça o creme em fogo baixo, e acrescente o queijo picado. Se quiser, adicione a gema mexendo sempre e retire do fogo em seguida, temperando com pimenta e noz moscada.
Cozinhe as batatas ao dente, e as disponha num refratário untado com manteiga. Salpique mais pimenta conforme seu gosto. Espalhe um pouco de molho por cima, e faça outra camada de batatas. Mais molho, um pouquinho de parmesão e leve ao forno quente até começar a dourar na superfície. A idéia não foi fazer aquele gratinado com o queijo esticando, mas as batatas mais douradinhas, e unidas por algum creme saboroso.


Para o pato com figos:
1 peito de pato gordo com pele (400 a 500 g)
4 colheres (sopa) de geléia de figos
2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico
6 unidades de figos frescos
sal e pimenta do reino
ciboulette ou cebolinha verde, a gosto

Faça riscas (com uma faca afiada) sobre a pele e gordura do peito de pato, sem chegar à carne, de forma que este fique com uma superfície "quadriculada". Tempere com sal e pimenta dos dois lados.

Corte  uma tampinha nos figos, ajeite-os numa assadeira, e regue-os com uma mistura de 1 colher de geléia +
100 ml de água (se preferir, um pouquinho de vinho tinto vai muito bem!), e leve-os ao forno quente por 6 a 7 minutos.
Roubei do meu marido! rs.
Essa maravilha de geléia ele ganhou da minha vizinha, pessoa muito querida, que por sinal é francesa!  


Uma dó. Sem preconceitos, mas queria os grandes rubros figos... Já é quase impossível encontrá-los. O meu vizinho verdureiro me garantiu que estes eram bons. E eram mesmo, rs
Esquente bem uma frigideira e, em fogo alto, deite o peito de pato com a parte da gordura pra baixo. Não use óleo algum - a gordura da própria carne vai cuidar de hidratar e fritar o pato. Abaixe o fogo após alguns minutos, e espere dourar. Vire e sele o peito por completo.
Leve ao forno quente, por 10 a 15 minutos. O ponto da carne deve ser: dourada por fora, e macia ao toque, ou seja, sem choro, mal passada por dentro. Se não gostar assim, nem tente. Ou você vai comer um pato duro e seco, e ainda deformar uma coisa que estava no caminho pra perfeição, rs.
Retire a carne, embrulhe num papel alumínio e deixe repousar por 5 minutinhos. Enquanto isso, na frigideira onde selou a carne, adicione o vinagre balsâmico, e leve ao fogo baixo, com 3 colheres de água. Junte a geléia de figo restante, e deixe ferver. Retire do fogo e reserve.
Apóie o peito para o corte, e faça fatias finas. Sirva imediatamente, com os figos e o molho, e polvilhados com ciboulette picada.




Leve a Carla Bruni junto, com sua fabulosa voz de cetim:




quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Carcamusas à Toledana

A foto não serve tão bem como atestado do gostoso resultado final, mas garanto: fica uma delícia!

Há dizeres de que o prato foi nomeado como um trocadilho, por José Ludeña em uma situação antigamente corriqueira em seu bar espanhol, em Toledo, onde os "galantes" senhores ("carcas") admiravam a beleza das senhoras (as "musas"), enquanto ambos apreciavam o suculento manjar.
A culinária local traz profundas raízes pastoris, e embora este prato tenha várias versões, a combinação que guarda o seu espírito é basicamente um guisado de carne com linguiça, molho de tomates, e alguns legumes, como ervilhas (por favor, me perdoem e me corrijam os espanhóis ou entendidos do assunto, se assim necessário!) acompanhado de um belo prato de batatas fritas.
Coisa simples, rústica, mas muito saborosa e cheia de tradição, e dá a maior vontade de fazer aquele "pratão", sabe? rs.
Eu nao usei ervilhas, e minhas linguiças foram as semelhantes à calabresa (foi o que eu consegui encontrar, rs) e presunto serrano original, que deixaram um sabor beeeem marcante no final, mas ficou ótimo assim:

600 gr de carne de porco em pedaços médios (usei filé)
200 gr de linguiça em rodelas
100 gr de presunto Serrano (Jamon, ou presunto cru espanhol) picadinho
1 cebola pequena, picada
3 dentes de alho picados
100 ml de vinho branco seco
200 gr de purê de tomates
1 colher (chá) de páprica doce
pimenta vermelha à gosto, picada
1 pimentao vermelho pequeno, sem pele, e picado bem miudinho
azeite de oliva e sal, o quanto baste
Já sei: estou usando a "espátula proibida!" Aaaah, me deixa, vai???! Adaptei minha máquina de lavar louças pra "ferver" à 398°, kkk... Mas daqui ninguém leva minhas colheres de pau, rs.

Refogue os alhos e cebolas no azeite de oliva, e acrescente a carne e as linguiças, sem deixar juntar água (use uma panela grande, ou frite aos poucos, e fogo alto), em seguida o presunto. Quando estiverem dourados, junte o vinho e deixe evaporar por uns minutinhos. Polvilhe 1 colher (café) rasa de sal. Acrescente o purê de tomates, pitadas de açúcar se achar necessário, o pimentão, a páprica, as pimentas, e deixe cozinhar mais 5 a 8 minutos, corrigindo o tempero. Adicione um pouco de água, se achar necessário.
Eu servi com as tortilhas de batatas que postei logo ali embaixo.
Bom pra dedéu.

E pra acompanhar um prato pesado, uma música bem levinha, rs. Meu maravilhoso Djavan com toda sua sensibilidade, nem mais, nem menos que em Barcelona, cantando uma viagem pelo mundo num amor desatinado, e um beijo com sabor de Big Apple - enquanto o mundo faz uma volta aqui na minha cozinha, rs.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Lulas ensopadas com arroz negro e polenta


Minha gente, isso ficou bom demais!
O friozinho começou a atacar por aqui, e nada melhor do que ensopados quentinhos pra aconchegar o estômago e o coração.
Exagerei na dupla polenta + arroz, mas ficou tão bom!

As lulas:
1 kg de lulas limpas, cortadas em anéis não muito finos
1 xícara (de chá) de talos de salsão picados
1 cebola média, bem picada
3 dentes de alho picados
1 xícara (de café) de azeite de oliva
1 pimentão vermelho e 1 verde, pequenos, cortados em rodelas
150 ml de vinho branco seco
1 cubinho de caldo de camarão
Pitadas de cúrcuma e páprica
Suco de 1 limão siciliano
alecrim fresco
salsinha e cebolinha picadas, a gosto
sal e pimenta do reino

Deixe as lulas com o suco de limão e pitadas de sal, descansar por alguns minutos.
Refogue as cebolas e alhos no azeite, junte as lulas em fogo alto por mais 5 minutos, junte pitadinhas de cúrcuma, páprica, o alecrim, o vinho, deixe evaporar um pouco. Adicione 500 ml de água, o cubinho de caldo, tampe a panela e deixe na pressão (o problema das lulas é este: ou você as cozinha rapidamente, ou usa bastante tempo, o que eu substituí pela panela de pressão, ou elas ficam borrachentas) por 30 minutos.
À parte, refogue em 1 colher de azeite, os pimentões e o salsão, com algum dentinho de alho, se preferir. Junte ao ensopado, junto com salsinha e cebolinha., e deixe cozinhar por mais uns 10 minutinhos.
Verifique o sal, a pimenta, adicione mais água se necessário.



O exótico arroz negro:

Já falei sobre ele antes, e desta vez ainda é do pacote que trouxe da Itália no último verão (tá com sobrevivência longa, o danado...rs). É realmente saboroso o antigo "proibido" (histórias contam que era apreciado pelo imperador, e por ser afrodisíaco, tornou-se uma iguaria chinesa libidinosa, rs) e vale a pena cada centavo, no susto da compra.
De grãos curtos e arredondados, a cor é um espetáculo à parte: fica lindo no prato e seu gosto acastanhado já cativa na primeira garfada. Não faço menção a valores nutricionais, porque não consigo pensar dieteticamente quando preparo essa maravilha, rs, mas pra adeptos de algum regiminho, tá valendo também: é menos calórico que o integral.
Na última vez, levei ao fogo diretamente, mas agora, tentei um molho antes, pra ver se acelerava mais o cozimento. Digo que adiantou um pouquinho, mas não sei exatamente qual o melhor procedimento a seguir, talvez dependa mesmo de qual tipo de prato você queira preparar. Ele demora bastante pra ficar pronto, e no caso de um "risotinho", como eu quis fazer, exige grande dispêndio de paciência.

2 xícaras de arroz negro
1 échalote picadinha (ou chalotas, prefiro estas às cebolas neste caso, porque fazem pedacinhos minúsculos e é mais suave no sabor, e boa pra "se ter o gosto" sem volume significativo)
2 colheres de azeite de oliva
1 colher de manteiga
caldo temperado e quente, o suficiente para o cozimento do arroz (usei um pouquinho de caldo de camarão, onde cozinhei algum alho poró e folhas de salsão, pra deixar mais sabor)

Deixei o arroz de molho em água por 2 horas. Não se preocupe, porque mesmo a água saindo bem escura depois, ele vai continuar super negro e com textura cremosa.
Levei as échalotes ao fogo, com azeite. Quando ficaram transparentes, adicionei o arroz bem escorrido, e refoguei bastante. Fui adicionando o caldo, e cozinhando lentamente, até que os grãos estivessem macios.
Retirei do fogo e acrescentei a manteiga.


A polenta:

Refoguei alguns alhos em azeite, e adicionei 500 ml de água com 3 colheres de "polentina". Cozinhei até "dar ponto", uma polenta cremosa, pra "comer de colher", temperando com sal e pimenta do reino branca.
Servi enfeitada com galhinho de orégano e lascas fresquíssimas de parmesão.

Ficou muito gostosa essa combinação.


E lembrando às queridas pessoas que me acompanham no meu brincar de Chef: se passarem por momentos difíceis, nunca percam a coragem. Se a perderem, tomem como princípio de tudo a sua busca, pois sem ela nada se constrói. É cruel pensar que muitas vezes, se não estivéssemos chorando por algum tempo, não poderíamos reconhecer como suspiro de alegria, a nossa face sem lágrimas!
Procure dentro de você as suas cores verdadeiras, e nunca tenha vergonha de ser feliz.
Ando meio sumida, porque passo agora por um período de buscas, e meu mundo andou meio preto e branco por uns dias, rs.
E na mensagem desta música, que eu dedico à essas pessoas com suas fabulosas cores: se o mundo te enlouquecer, e seu coração pesar, pode me chamar, eu vou estar aqui...


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Salada de champignons frescos, com molho de queijo e compota de groselhas, e o U2 vai muito bem, obrigado!

Coisa rapidíssima de se fazer, e impressiona bastante no aroma e no sabor. As groselhas em compota comprei prontas (o que se acha por aqui fácil e muito barato).
Cogumelos agora estao no auge do auge: 1 caixa sorrindo pra você no supermercado, na verdureira, na banquinha da calcada, com 1 kg de champignons frescos por 2,40 Euro, inacreditável. Nao tem como escapar dessas delícias né? Fatiei bem fininho umas 400 gr, e temperei com suco de limao (bastante), sal, pimenta do reino moída na hora (só uma observacao a respeito disso: se você provar, uma vez na vida, a pimenta moída na hora sobre qualquer coisa, pode ser até um pao com queijo fresco, e em seguida uma fatia com a pimenta já moída do vidrinho, vai entender a diferenca e valorizar muito um moedor pra esse tipo de pimenta, além de que há alguns super lindos e charmosos, pra dar aquele toque na sua cozinha!), e um azeite de oliva com trufas dentro (já falei dele antes, nao é tao difícil de encontrar em supermercados no Brasil, e quebra um galhao, aromatizando deliciosamente muita coisa que era pra ser mais sem gracinha).
O queijo, usei um com "veias" azuis (verdes????), "fungado" como diz minha filha, rsrs, morro de rir...

Foi esse aqui: bom e barato!
 A coisa foi: misturei o queijo (200 gr) com 3 colheres (sopa) cheias de creme de leite, 1 colher (sopa) de um ótimo azeite de oliva, e pimenta branca moída.

Esse veio no pacotao da Itália, olha só a cor do danado! Achado e tanto: nem transparência tem... Puro e saborosíssimo.

Joguei um pouco das groselhas por cima e tá pronto. Uma alfacezinha pra fazer um crunch na boca, e coisa maravilhosa de se apreciar.


Melhor que isso só ir pro show do U2 depois da salada, e foi o que fizemos mesmo. E mesmo com dor, chorei foi é de emocao ao ver ao vivo e em cores, a minha banda preferida. Chorei mesmo! E demais da conta...
O espetáculo comecou com abertura da banda americana One Republic, que por sinal deu um verdadeiro show. Se nao conhece ainda, dá só uma conferidinha:



Depois uma espera nervosíssima, com esse relógio-verde-louco, até meus heróis virem pra salvar a minha noite, o meu mês, o meu ano.
Tic tac, tic tac

(minha música preferida: a música mais linda de todos os tempos, de todas as bandas. O vídeo nao é meu, mas eu senti na pele essa emocao, rs)





O melhor cantor do mundo, com uma consciência tao politicamente correta, que me faz sentir um super orgulho por tê-lo como um ídolo.

Momentos mágicos
Mega estrutura, palco maravilhoso, estádio lotado: quem mais poderia ser???


Inacreditável de bom. Uma maravilha de concerto, a estrutura mais organizada que eu já vi, um palco lindo, arranjos lindos, e muitas cores. O sentimento é de nostalgia pura: inesquecível.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

É HOJEEEEEE! E uma salada de tomates misteriosos...

O show do U2 é hoje. A cidade já está engarrafada, rs.
Nao me pergunte como eu vou fazer - nao tenho idéia. Nem consigo andar direito, porque ainda tenho dor nas pernas, até pra vestir um jeans tá complicado...rs. Ja´pensei palavrao, to .... ..., é...
Mas o meu otimismo vai me ajudar a brincar de Pollyanna hoje a noite (conhecem esse livro, da Eleonor H. Porter, onde a garota que sofre pra caramba inventa um jogo, pra ficar contente nos momentos de desilusao?) entao, melhor faixas, do que gesso, na? "Eu devia estar contente... ", nas palavras do mestre/louco Raulzito...
E by the way, faz um dia tao lindo...

("Beautiful day", alguns dias atrás em Zurique)



Ando "numas" de tomates agora né?
Sobre estes tomates aqui, é um mistério. No pacote, escrito, numa traducao literal: "tomates verdes pretos". Acredito eu que podem ser os conhecidos como "black sea man", ou senao... Nao faco idéia, rs. Se alguém souber, me conta, rs. Nao questionei a origem dos meus tchutchucos. A questao é: os mais saborosos tomates que eu já comi em toda a minha vida. Deliciosamente doces, suculentos, perfumados. Um show. Na minha opiniao, Top tomates.


Acabei por fazer uma salada com eles, com algumas folhas de alface, boas azeitonas marinadas (mas feias por estarem descarocadas na foto, rs, acho horrível esse buracao aparecendo, rs), alho picado bem fininho, e entao temperada com vinagre balsâmico, bom azeite de oliva, sal e pimenta. Ficou bom, e atingiu a máxima do "menos é mais" algumas vezes. Desejo de todo meu coracao que meus amigos blogueiros pudessem encontrar esses tomates também, e se "enlouquecer" com o sabor dessas delícias.


 
Beijao pra todos, e um ótimo dia!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

As flores de abobrinha fritas pra comemorar as outras e minha paixao pelo U2!

Maridao chegou em casa, sorrindo, com flores. Pensei comigo: mmm, aí tem...
E tinha. Mas tinha MUITO. Um envelope rosa, um "eu te amo" lindo, um sorriso de orelha à orelha na minha frente. Já "emocionei" antes da hora , né?
Gostei demais, porque acho que nao importa quanto tempo passe, no casamento é essencial que algumas coisas - como essas, nao morram.
Esperava um cartao romântico, ou algum convite. E meu segundo palpite mental foi certeiro: quase desmaiei, rs.
Eu havia procurado antes, quando soube que a turnê passaria por aqui. Mas como sou moradora nova, ainda nao tenho a desenvoltura suficiente para encontrar coisas desse tipo com facilidade, melhor acesso, melhores precos, etc. A notícia que eu tive, era que os ingressos sobrantes para o show 360° do U2 aqui no Olympia custavam em torno de 500 "eurinho" ou mais, porque os demais já haviam sido vendidos há muuuuuito tempo. Nao to podendo assim, ainda nao... Já estava contente em poder ouvir tudo da minha sacada (o Olympiapark fica alguns "hundred-metros" do meu prédio, entao todo show que fazem dá para ouvir daqui)...
Agora imagina a minha cara quando vi os ingressos?????? Corri como doida em volta do apartamento, dei pulinhos de alegria, e me deu até dor de cabeca, rs.
Eu sou super fa, acompanho a banda desde adolescente, e muitas músicas foram trilha sonora de momentos inesquecíveis em minha vida. Embora pareca bobagem, é algo super importante para mim, e meu marido me fez feliz demais com esse presente.
Corri pra cozinha porque o show ainda pode, mas o jantar nao podia esperar... Quero ver é como eu vou fazer nos próximos 15 dias, aguardando ansiosamente o concerto dos meus sonhos, com a melhor banda do mundo!

Melhor que isso só se meu amor fosse junto. E é claro que ele vai!




Mudando de flores, como estávamos
 muito cansados, resolvemos fazer
fricassé de caixinha pronto
 (te conto que esse encontrado
pelo meu marido é bom hein?!
 Nada a ver com aqueles
gosmentos e a carne borrachenta
Sao uma gracinha, na?
que eu já comi, rs)
e as flores de abobrinha,
numa receitinha
fácil do meu livro novo:
envoltas em ovo batido,
e fritas no óleo.
Simples,
Passe no ovo batido...
e deliciosas.
A foto ficou estranha, mas o gosto bom de danar, hehe!

E eles ainda continuam tocando essa música... (Nao é minha preferida, mas é alucinante...rs - Show em Frankfurt, mês passado)



Never without you...








quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Saltimbocca à minha moda e as abobrinhas "confitadas"

Ciao!
Finalmente abri meu vidro. (Fiz essas abobrinhas no post logo ali embaixo, rs)
Surpresa, nenhuma. Elas estavam um pouco manchadas pela pimenta do reino preta, mas nada tao diferente. Gostosas sim, e achei ideais para acompanhar alguma carne frita, ou assada. Elas ficaram com "cara de salada" mesmo.
Resolvi fazer Saltimbocca, por uma razao muito especial: comemorar - com toque italianíssimo, o fechamento da nossa temporada "Lagos e férias do verao de 2010", que acontece amanha, com chave de ouro, em uma viagem que faremos pra Itália, mas só pelo fim de semana... (Felicidade de pobre...rsrs).
Vamos para o "Lago di Garda", o maior da Itália, que fica entre as regioes de Lombardia, Vêneto e Trentino- Alto, na porcao norte do país. Já estive lá, mas sem tempo para desbravar o lugar.
Minha inspiracao veio do Saltimbocca alla romana, mas pela falta dos ingredientes necessários para honrar a receita original, criei uma versao tao agradável aos olhos quanto, e que nao deixou nada a desejar no sabor. Usei enormes folhas frescas de sálvia, e um presunto que me deu dor de cabeca na hora da compra: tinha a opcao de trazer um "tipo" parma, e encontrei essa maravilha de serrano "veramente" espanhol. Agora me fala, será que os espanhóis vao me perdoar?? rs. Bom, nenhuma receita italiana (desse prato, e que eu tenha encontrado)  veda a insercao de ingredientes estrangeiros (entao, pelos italianos eu já to absolvida), mas comprar um presunto parma original, os olhos da cara até aqui na Europa, pra "sapecar" na frigideira, nao sei se teria coragem nao, rsrs. Daí pode-se entender minha dó ao fixar cada partezinha desse maravilhoso serrano nos meus escalopes, rsrs. E minha pergunta sobre o perdao ali atrás, claro. A questao é: usa-se presunto cru, e se é de boa qualidade, o prato fica excelente.
O molho do Saltimbocca alla romana é feito com vinho Marsala. Eu usei um Cabernet Sauvignon.
E a carne usada é vitela. Eu fui de filé de porco. Dizem também, que sao fritos na manteiga. Eu fritei no azeite de oliva.

500 gr de filé de porco (usei 1 lombinho nesse peso e me rendeu 14 escalopinhos)
14 folhas de sálvia fresca
100 gr de presunto cru, fatiado finamente (foi suficiente)
2 dentes de alho ralados
vinagre balsâmico
sal e pimenta do reino
1/2 copo de vinho tinto seco
1 colherinha (café) de amido dissolvido em pouquinho de água
pitadas de acúcar

Segurei o lombinho na minha "prancha de corte"(to precisando de uma nova ne?kkk), e com uma faca afiada, parti-o levemente na diagonal, em 3 pedacos. Fatiei cada pedaco, em escalopes de 4 mm, no máximo, no sentido das fibras. Temperei com o alho, pouquinho de vinagre, sal e pimenta. Enquanto isso , rasguei e cortei o presunto no mesmo tamanho dos "bifinhos". Prendi o porco, com o presunto e 1 folha de sálvia usando palito de dentes, e assim fiz com todos.
Aqueci uma frigideira com azeite de oliva, e fritei aos poucos, no fogo bem quente, primeiro a parte da carne, selando depois do outro lado. Muito rápido, pra que a carne se conserve macia, e nada tenha gosto de queimado, rs. Reservei aquecidos. Voltei a frigideira ao fogo baixo e acrescentei o vinho. Deixei evaporar um pouco, e juntei o amido, e umas pitadinhas de acúcar. Corrigi o sal, e prontinho.

Preparei de antemao, uma salada de rúcula com radicchio, e azeitonas pretas. E na montagem do prato, comecei com ela. Depois ajeitei uma mozarela de búfala fatiada, as abobrinhas com pouco do azeite do próprio vidro, 1 tomatinho no meio, o molho de vinho no espaco aberto que sobrou, e sobre ele os escalopinhos.
Ficou ótimo, e com a companhia maravilhosa do meu marido e o restante da garrafa de vinho... mmm. Nao consegui nem cumprir meu plano do dia, que era comecar a preparar as malas depois do jantar, rsrs.

Adriano Celentano, nascido em Milao, cantor e ator, é um ícone da comédia italiana de décadas. Pra dar uma descontraída, às vezes assistimos algum filme dele.
 (Atencao para o finalzinho do vídeo onde o cara compara cantar com Adriano à jogar futebol com o Pelé!!! E viva o reconhecimento internacional de nossos ídolos brasileiros!)




Salute!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

E o Knödel que sobrou do jantar anterior...

LOVE FOOD - HATE WASTE!


... o cozinheiro mais legal do mundo (meu marido) transformou numa delícia de prato. Ele fatiou as bolinhas, aqueceu manteiga numa frigideira, e junto com bacon picadinho, e cebolas, fritou as massinhas. Colocou queijo ralado por cima, e serviu com Sauerkraut, o chucrute.
Ficou bom, hein?! O Knödel, ainda bem macio por dentro, com uma camada caramelizada, meio "croc" por essa tostadinha, uf... Mil quilos, rs.
Falando em quilo, e pelos muitos que eu ando ganhando, rs, nunca gostei tanto de música latina como agora. (Bom dancar pra perder um pouquinho... rs)
E especialmente uma, do grupo cubano Orishas, chamada coincidentemente "El kilo", eu adoro. Se você nao conhece, vale a pena dar uma olhadinha. (Lembrando que gosto musical, como outros, é igual você sabe o que, na? Nao se discute, rsrs, e cada um tem o seu)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

David Garrett pra rir e chorar cozinhando...




Quem ainda nao ouviu falar desse violinista, estava perdendo a oportunidade de apresentar aos ouvidos uma das melhores releituras da música clássica internacional. Ele é bom mesmo. Toca desde os 4 anos, aos 7 já fazia apresentacoes, e depois de uma curta carreira como modelo (porque além de prendado, ainda é um gato esse moco!) ele finalmente chegou lá: impossível nao se emocionar ao vê-lo fazendo o seu belíssimo trabalho. Ele nasceu na cidade de Aachen, Alemanha, no ano de 1981 e é considerado um prodígio.

Minhas performances preferidas sao a de Carmen Fantasie, e Czardas (Csárdás).
Air (Bach) na versao Garrett foi a música escolhida pro meu casório, e claro que quando ouco, ainda me enche o coracao!
Minha filha, moderninha, ouve repetidamente a Smooth Criminal, que ficou bem legal dessa maneira, rs.
Vale a pena conferir a discografia, e "perder uma meia-hora" nessa aventura "virtuosa". O alemao faz mágica com a varinha (de condao) do violino dele, rs.