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sábado, 31 de julho de 2010

Hot "Carpaccio" de abacaxi com peixe e presunto cru


Encontrei uma receita num daqueles calendários de supermercado, mas mudei os procedimentos e alguns ingredientes. Deu super certo, e achei o resultado bonito.

(4 porcoes)

4 rodelas finas de abacaxi
1 pimenta vermelha sem as sementes e picada em fatias finas
1 colher (sopa) de mel
1/2 copo de suco de laranja
1/2 copo de vinho branco
3 colheres do melhor vinagre que você tiver (usei um bem gostoso, frutado, de vinho rosé, mas balsâmico branco também seria legal)
4 filés de peixe branco (eu usei robalo)
8 fatias muito finas ou 4 mais grossas de presunto cru (eu usei um tipo "escuro")
16 folhas de manjericao
sal e pimenta branca à gosto
2 colheres de azeite de oliva

Numa vasilha, prepare um molho com o suco de laranja, mel, o vinagre, pitadas de pimenta branca moída, pouqiunho da pimenta fatiada, e junte o abacaxi, deixando marinar. Divida cada filé do peixe em 3 partes, e tempere com o vinho, sal e pimenta. Corte pedacos de papel alumínio, e depois de marinado o peixe por uns 30 minutos, regue-os com azeite de oliva, feche-os em papilotes e leve ao forno quente, por 15 minutos.
Espere mais alguns minutos antes de abrir os papilotes, e retire os peixes com cuidado. Dobre ao meio, no sentido do comprimento, cada fatia de presunto, e dispondo os peixes, 3 pedacos por vez, "em pé", enrole cada grupinho em 1 ou 2 fatias de presunto, ajeitando dentro 2 folhinhas de manjericao. Arrume os rolinhos sobre as fatias de abacaxi, regando com o molho em que estas estavam, e 2 colheres de azeite, mais a pimenta vermelha. Um vinho branco e torradas, boa música e companhia, e meus melhores desejos de uma ótima noite... Ah! E que seu céu esteja tao lindo quanto o meu ontem!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

David Garrett pra rir e chorar cozinhando...




Quem ainda nao ouviu falar desse violinista, estava perdendo a oportunidade de apresentar aos ouvidos uma das melhores releituras da música clássica internacional. Ele é bom mesmo. Toca desde os 4 anos, aos 7 já fazia apresentacoes, e depois de uma curta carreira como modelo (porque além de prendado, ainda é um gato esse moco!) ele finalmente chegou lá: impossível nao se emocionar ao vê-lo fazendo o seu belíssimo trabalho. Ele nasceu na cidade de Aachen, Alemanha, no ano de 1981 e é considerado um prodígio.

Minhas performances preferidas sao a de Carmen Fantasie, e Czardas (Csárdás).
Air (Bach) na versao Garrett foi a música escolhida pro meu casório, e claro que quando ouco, ainda me enche o coracao!
Minha filha, moderninha, ouve repetidamente a Smooth Criminal, que ficou bem legal dessa maneira, rs.
Vale a pena conferir a discografia, e "perder uma meia-hora" nessa aventura "virtuosa". O alemao faz mágica com a varinha (de condao) do violino dele, rs.






Frango assado com limao siciliano e arroz "pouco selvagem" com miúdos e ervilhas


Temperei o frango "de véspera" com suco de 2 limoes sicilianos, sal, 2 dentes de alho bem picados e pimenta moída. No dia "d_ele", acomodei-o numa assadeira, cortei 1 limao em 4 e fiz disso um recheio, preenchendo o frango. Espremi mais 1 limao e pouco mais de sal, e pimenta. Derramei azeite de oliva sem dó sobre o frango, 1/2 copo de água no fundo da assadeira, e o levei ao forno médio até ficar bem assado,  bem dourado, e muito, mas muito perfumado! Sempre regando com o próprio molho, de 20 em 20 minutos.
Pra fugir da comum companhia pra esse prato, que pra mim ainda é a melhor, arrisquei um arroz com os miúdos, no lugar da "farofinha nossa de todo frango". Mas nao usei arroz comum branco por achar os miúdos "pesados" demais pra ele. Entao, fiz com um mix de arroz branco + selvagem, e ervilhas misturadas no final. Refoguei os miúdos picadinhos com alho, e daí continuei o meu arroz.
Ficou bom, mas como eu disse antes, "ainda iria de farofa", rsrs.

Leberkäse, um dia eu chego lá...

É uma das minhas comidas "xodó" no rol das tradicionais delícias da Baviera... O famoso bolo de carne impressiona pela rusticidade, manto que encobre um sabor diferente na clássica combinacao fatiada com mostarda doce. O nome nao ajuda a decifrar a mistura, a traducao seria "queijo de fígado", e nem queijo, tampouco fígado fazem parte da composicao. (Pode haver uma porcentagem mínima de fígado, o que é controlado por lei). Basicamente é feito de carne de porco com temperos, processados de forma a se tornar um bolo, que é assado numa fôrma de pao, até adquirir uma deliciosa crosta na superfície. No meio de um paozinho, tornou-se famoso fast food: o Leberkäsesemmel (que significa literalmente "pao de leberkäse"), pode ser comprado em qualquer lugar pra matar uma fome que esteja grande. Uma outra maneira de se degustar o bolo é grelhando-o rapidamente, fatiado e depois de assado, e sobre este um ovo frito. A coisa é substanciosa, e se acompanhada de uma cervejinha... Sei nao, hein... A "sesta" devia fazer parte da cultura "after_noon" germânica, rsrs. Ainda nao fiz a receita sozinha, e to dando uma olhada em livros de culinária, mas logo minha primeira experiência sai...
Por enquanto, nos resta comprar a massa pronta e assar em casa, ou apreciar uma generosa porcao nos maravilhosos Biergärten ("jardins de cerveja", sao os restaurantes ao ar livre) ou bons restaurantes especializados em comida alema. Ser feliz nao tem hora pra ser! Guten Appetit!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

African Style: Bobotie














Êh, Mama África...
Prato composto de carne "puxada" no curry e outras especiarias, mais frutas secas, e selado no forno com uma cobertura de ovos batidos. É uma delícia, nao tem mistério nenhum, e agrada até aos paladares resistentes à novas experiências gustativas, inclusive criancas - se você visse minha pequena "de mao no garfo"...rsrs
Há várias versoes (com adicao de mais ingredientes), e eu fiz a minha, sendo fiel ao espírito da preparacao tradicional.

500 gr de carne bovina, moída
3 ovos
3 fatias de pao de forma branco, sem a casca
1 xícara de leite
2 colheres de óleo
3/4 de xícara de uvas passas (use também um pouco de damasco se quiser)
1 cebola grande fatiada finamente, ou picada
1 tomate grande picado
2 colheres (sopa) vinagre de vinho tinto
2 colheres (sopa) de amêndoas laminadas, ou cortadas ao meio
4 ou mais folhas de louro
1 colher (sobremesa) de gengibre em pó
1 colher (sopa) cheia de curry
1 colher (chá) de cúrcuma
sal e pimenta a gosto (eu nao usei pimenta, porque já tinha planos de botar fogo na boca com a salada de entrada, rs)

Corte o pao em pedacinhos e coloque de molho na metade do leite, em um prato, reservando o restante. Coloque a carne pra refogar em fogo baixo, temperada só com pouco sal. Enquanto isso, "pilote" uma outra panela, esquentando o óleo e fritando aí, a cebola. Quando comecar a ficar transparente, abaixe o fogo, jogue dentro o vinagre, o curry, a cúrcuma, o gengibre, o tomate, as passas, metade do pao (amasse antes, com um garfo), pitadas de sal e passe a carne pra essa panela. Dê uma rápida mexida, e retire do fogo. Nao é necessário que a carne esteja totalmente cozida, porque irá para o forno.
Bata os ovos e misture ao leite reservado com uma pitada de sal. Acomode o restante do pao num refratário (ou panela que vá ao forno) e junte a carne. Distribua as amêndoas por cima, ajeite as folhas de louro, e despeje a cobertura de ovos batidos. Leve ao forno pré (200°) até dourar bem por cima. Retire, corte e delicie-se!

Eu acompanhei com côco ralado queimado (fica ótimo!), mas as sugestoes também indicam chutney de banana, tomate com cebola picados, arroz branco...
* Mais uma do Habib Koite que eu adoro:

terça-feira, 27 de julho de 2010

African Style: Salada Mala Mala







O sangue africano pulsa no muque! Nao tenho lá intimidades com a culinária dos antepassados, mas uma coisinha aqui e ali, até sai. Inventei um jantarzinho (durante a semana só cozinho a noite, minha outra linhagem é de vampiros, kkk) à moda africana, e escolhi como entrada a salada Mala Mala, (este é nome de um parque/reserva na África do Sul, e encontrei a receita que leva o nome "completo" de Mala Mala Fire Salad, em um vídeo, na internet) que é facílima de se fazer, e preza a máxima do "sabor concentrado no mínimo" - seja no molho de malagueta (que bastam mínimas gotas, rsrs) ou na simplicidade dos ingredientes. Prato principal foi o Bobotie, preferido de Nelson Mandela, e aqui de casa também, rs. Entao, mais um na sequência "Post sobre post", rs.

Salada Mala Mala Fire
5 tomates grandes
3 talos de salsao
2 ovos
1 colher (sopa) de acucar
2 colheres (sopa) de vinagre de vinho tinto
1 colher (sobremesa) de óleo de malagueta - ou o quanto você aguentar, rsrs
2 colheres (sopa) óleo de oliva

Cozinhe os ovos e deixe esfriar. Corte os tomates ao meio e retire um pouco das sementes, e suco, pra que nao deixem água na salada. Pique-os grosseiramente. Corte em pedacos pequenos os talos de salsao. Misture tudo numa tigela. Prepare o molho com os temperos e adicione à salada. Pique em pedacinhos os ovos cozidos e frios, e incorpore com cuidado. Sirva em seguida, e "se jogue", depois me conte! - como foi essa experiência ardente. A pimenta bandida mastiga e judia o tecido da boca, e o acúcar acaricia em seguida... Me senti num safári! rsrs
Trilha sonora antes, durante e pro depois tb: Habib Koite. Essa música, particularmente, eu acho linda. Mas tem muitas legais, vale a pena conferir algum cd.

Batatas Rösti












A Suíça é dividida em Cantoes, e cada cantão tem a sua maneira de preparar a batata Rösti (Röschti, em suíço-alemão), ou seja, um sabor pra cada canto suíço. A receita é original do Cantao de Berna, geralmente feita somente com batatas, e era servida no café da manhã antigamente. A coisa é tão séria que até hoje muitas famílias tem o prato (travessa de servir) especial, somente pra essa refeição! A inclusão de outros ingredientes se dá conforme a região. Eu optei por fazer recheada com queijo, mas fica uma delícia com bacon, presunto e até com maçã!
600 a 700 gr de batatas (use alguma que nao retenha muito líquido, tipo Asterix, aquela da casca vermelha, ou Monalisa - eu nao entendo muito de batatas. Aqui, tenho a facilidade de encontrar na embalagem, já escrito pra que servem, no caso, comprei a especial pra fazer Rösti, rsrs. Acredito que com qualquer outra também dê certo, a questao é mesmo na textura final do prato)
1 colher (sopa) de óleo
2 colheres (sopa) bem cheias de manteiga
1 pires de queijo Gruyère ou Emmental, ralado

Cozinhe as batatas com casca, de forma que fiquem cozidas, porém firmes, e deixe que esfriem, sem ainda descascá-las. Você pode fazer isso até de um dia pro outro. Descasque as batatas e rale no ralador grosso. Pode ser feita também com batatas cruas, mas assim fica bem melhor, garanto.
Aqueca o óleo e a manteiga numa frigideira bem grande. Leve as batatas ao fogo, mexendo com cuidado (nao pode virar um purê!), virando por algumas vezes, sem se preocupar pra que elas tomem alguma forma, no comeco. Quando comecar a dourar, molde a metade da "massa" no formato de um disco achatado, e vá pressionando dos lados, e continue fritando, e mexendo de vez em quando, o restante "do ladinho". Espalhe o queijo por cima, sem deixar que vá muito para as bordas. Agora vá colocando as batatas restantes sobre o queijo, fechando por completo qualquer contato deste com o "mundo exterior", rs, de forma que você tenha um disco na espessura de uns 2 a 3 cm, recheado do mais delicioso queijo suíço! Após alguns minutos, leve um prato pequeno sobre o "disco" e vire com cuidado a frigideira, para que seu disco fique no prato. Deslize o disco novamente pra frigideira, agora pra fritar do outro lado. (Se souber outra forma mais simples de virar o "disco", pode fazer! Mas assim é garantido que ele nao se quebra.) Frite por mais alguns minutos, e veja que lindo comeca a ficar, com uma cor fantástica. Sempre pressionando levemente dos lados e por cima. Retire do fogo e sirva em seguida.
Comi até me acabar, rs.

Wiener Schweineschnitzel, o delicioso empanado austríaco!








Preparei ontem a noite (eu só cozinho no jantar, rs) um prato típico de Viena, que se encontra em quase todos os restaurantes por aqui também, e é realmente muito consumido. É o que seria pra nós, um bife à milanesa (que é quase a mesma coisa, sendo diferente o "italiano de Milao", por no preparo da receita original, nao levar farinha de trigo antes de passar pelos ovos batidos). Antes, a carne utilizada era de vitela, entao chamado somente de Schnitzel (Schwein significa porco, em alemao) mas a mais popular hoje é a versao suína. Pode ser feito também com peito de perú, sendo chamado Putenschnitzel (Pute = perú). A tradicao diz que se deve acompanhar o prato com batatas e limao, mas aqui na Alemanha, come-se também com salada verde, e geléia de frutas silvestres.
A coisa é simples, mas faz uma sujeira que só vendo, rs: envolve-se os escalopes em plástico e dá-lhes rolo ou martelinho! Primeiro passo é amaciar a carne, rs. Depois tempera-se com sal e pimenta, só. Passe-os pela farinha de trigo, ovos batidos, entao farinha de rosca, pressionando bem. A fritura é algo que também vale a pena ser discutido, rs. A forma tradicional de se fritar esses escalopes, é na manteiga ou óleo, numa frigideira rasa. Mas eu tenho a impressao de que ficam tremendamente mais suculentos e crocantes, sendo fritos por imersao no óleo, e foi o que eu fiz. Levei-os ao fogo alto, panela com óleo bem quente, em quantidade suficiente para cobrí-los, até que dourassem bem dos 2 lados. Escorra e/ou seque em papel absorvente, e ta feito!
A companhia para o nosso prato principal veio à moda Suíca, o que nao ficou assim tao fora da "atmosfera", afinal, da Áustria pra Suíca "dá pra ir de bicicleta", rsrs. Brincadeiras à parte, distância nao indica afinidades culinárias sempre, mas ficou legal... Fiz batatas Rösti (Röschti em suico-alemao), que ta explicadinho logo ali, no próximo post!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Paleta alho e alecrim








Ficamos nos olhando por algum tempo: eu realmente nao sabia o que fazer com meu "Schulter", como chamamos a paleta aqui. Meu pezinho de "alecrim, alecrim dourado, que nasceu no vaso, com muito cuidaaaaaaaaado" me sorriu e o episódio do jantar estava escrito!
Esfreguei sal por toda a carne, e 1 colher de vinagre balsâmico.
Piquei grosseiramente um bom punhado de alecrim fresco e misturei à 2 colheres de pimenta do reino preta socada minutos antes.
Passei essa mistura toda pela carne, pressionando para que grudasse. Levei uma frigideira ao fogo alto, com 2 colheres de azeite de oliva + tiquinho de óleo de soja (esquentei o óleo antes, pq "morro de medo" de azeite de oliva queimado, e é rapidinho pra que isso aconteca, mmm). Selei a carne por todos os lados, sem me preocupar muito em manter grudados os temperos ao redor, pq no forno eles se desprenderiam de qualquer forma, rs, e a passei pra um refratário. Aproveitei a mistura que restou na frigideira, com pouquinho de água, e juntei à carne. Descasquei 10 dentes de alho, e ajeitei na forma junto com 2 folhinhas de louro. Pouquinho mais de sal por cima e no fundinho de água, papel alumínio cobrindo tudo, e forno quente por 30 minutos.
Abri o forno e descobri o meu assado. Amassei, pressionando e esfregando sobre a carne, 2 dos dentes de alho presentes no conjunto, e reguei com o molho. Mais alguns minutos (10 ou 15) e estava prontinho!
Retirei a carne, reservei. Engrossei o molho no refratário, com pouquinho de amido dissolvido em água.
Lembrando que essa coisa do tempo de forno depende muito mesmo de vários fatores: desde o tipo de forno até, claro, o tamanho da peca de carne e de "quem" se trata essa peca, rs.
Aguardei o chamado "tempo de espera", que a gente sempre dá pra carne depois do forno, coisa de alguns minutos, e fatiei a danadinha, servindo em seguida, com pouco do molho por cima.
Um bom vinho, ou mesmo uma cerveja gelada estao convidados. Arroz branco, penso eu, ou batatas sem muito tchantchan vao bem juntos, rs.

domingo, 25 de julho de 2010

Filé de frango ao molho de laranja + suflê de milho







Nao achei que ficaria tao bom. Afinal, o que era pra ser só um franguinho grelhado, com pouquinho mais de trabalho, transforma aí, uma refeicao do dia a dia numa surpresinha pra língua: porque almoco no meio da semana, pra gente comum como eu, tem cheiro e sabor de alho com cebola, rs.
Fiz um suflê de milho (que me decepcionou na consistência!, receitinha encontrada no site do "Mais você"), mas foi uma boa companhia pro arroz (olha a bomba "carboidrática"!).
A inspiracao pro frango veio do " Sabor intenso", mas mudei ingredientes por conveniência minha, e o modo do preparo também.

500 gr de peito de frango, cortados em bifes (eu cortei em pedacos menores e mais "gordinhos")
1/2 copo de suco de laranja
1/2 copo de vinho branco
50 gr de manteiga
1 colher de óleo de soja
200 gr de creme de leite
sal, pitadas de cominho, fondor, e pimenta do reino à gosto
um prato com farinha, pra envolver o frango

Tempere o frango com sal, pitadinhas de fondor, cominho, pimenta e metade do suco de laranja. Deixe descansar por alguns minutos. Aqueca uma frigideira com óleo, e derreta a manteiga. Passe os bifes ligeiramente pela farinha e coloque-os pra fritar. Deixe que cozinhem por 5 min, virando-os no meio do tempo. Acrescente entao o vinho, e deixe evaporar (+- 10 min). Junte o restante do suco de laranja, e deixe cozinhar por mais alguns minutos, antes que o caldo seque por completo. Retire o frango, adicione entao, o creme de leite e quando levantar fervura, está pronto. Se necessário, um pouquinho mais de água. Retorne o frango à frigideira, ou sirva já o molho sobre estes.

O suflê:

2 latas de milho verde em conserva
2 ovos
2 copos de leite
2 colheres (sopa) queijo ralado
2 colheres (sopa) amido
1 pitada de sal
Por minha conta: 1/2 cebola fatiada.

Bata no liquidificador 1 1/2 lata de milho com o restante dos ingredientes. Misture a outra medida de milho + a cebola, e leve ao forno médio, num refratário untado. Deixei até dourar bem por cima.

Deu um sambinha...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Torta de couve-flor com gorgonzola







Fiz essa tortinha no maior "desbaratinamento", inventando um recheio que ficou, por sinal, supimpa! Difícil é eu pegar na faca sem pensar em algo "animal" pelo meio, mas eu como de tudo mesmo, e uma coisinha mais vegetariana às vezes vai bem também, né? rs.
Rápido e gostoso.

Para a massa da torta:
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de margarina, em temperatura ambiente
1 ovo
pitadas de sal

Misture tudo, amasse e deixe descansando por alguns minutos.
Enquanto isso, recheio pra frente:

2 xícaras de couve-flor em buquezinhos pequenos, cozidos por alguns minutos em água e sal
60 gr de queijo gorgonzola
100 gr de queijo "tipo" mozarela (nao a mozarela filada italiana!, ou algum queijo de sua preferencia que sirva pra gratinar), ralado
1 cebola fatiada
200 ml de creme de leite homegeneizado
1 ovo batido
pitadas de noz moscada, orégano, sal e pimenta a gosto
Aqueca o queijo gorgonzola, previamente picado, em banho maria, ou potencia mínima no microondas até que comece a derreter. Acrescente o creme de leite, pitadinha de noz-moscada e misture bem. Reserve.
Misture numa tijela grande, a couve-flor (já fria) + queijo ralado + cebola + ovo + CUIDADO COM O SAL! + pimenta + orégano. Junte a mistura de gorgonzola com creme e misture tudo.

Abra a massa com o rolo ( nao abri muito fina nao, coisa de uns 7 mm...), e forre uma forma de aro removível, acertando as bordas.
Esparrame o recheio dentro e leve ao forno pré-aquecido (200°) por 35 a 40 min. Eu deixei um pouquinho mais, pra ficar mais douradinha.
Delícia, até fria depois...

Gyros, ou Döner Kebab












Aqui na Alemanha, coisa mais fácil é encontrar barraquinhas pra venda desse prato, na forma de um sanduíche grande, enrolado em papel alumínio, (parecido com um Wrap) que se tornou muito popular. A forma mais conhecida é a versao turca, com nome de Döner. Feito com carne de cordeiro, na Grécia é chamado Gyros. Dizem que por aqui, foram adaptados ao gosto dos alemaes, que eu nao duvido!, sejam consumidores majoritários do "enroladinho" aqui na Europa. Também, tiro o chapéu: o lanche é gostoso mesmo! Ja comi no Brasil, mas nada parecido com a forma original. Talvez em alguma boa casa de Kebab... Eu to viciadinha, e resolvi tentar em casa. Deu certo, mas a maneira como eu fiz a carne nao é a tradicional: normalmente, ela é fatiada, temperada, e disposta em "camadas" num espeto vertical, e a grelha fica em volta. O espeto gira e a carne assa, rs. Depois é fatiada aos poucos e com ela se montam os sanduíches: pao pita, vegetais como tomate, cebola, alface, e molho tzatziki. Até agora, os que eu comi assim foram feitos, e caprichados na pimenta, pra minha sorte!

Comecei pelo pao: (essa receita me rendeu 15 pequenos)
140 ml de água morna
15 gr de fermento biológico fresco
230 gr de farinha de trigo
1 colher rasa (sobremesa) sal
1 colher rasa (sobremesa) acúcar
1 colher (chá) azeite de oliva

Dissolva o fermento na água, e misture junto +- 50 gr da farinha. Deixe crescer por uns 20 minutos. Adicione, peneirando, o restante dos ingredientes + o azeite e sove bem, até a massa ficar bem lisa e maleável. Deixe crescer até dobrar de tamanho. Divida entao em 15 bolinhas, e deixe crescer novamente, por 30 minutos. Abra com o rolo em pequenos discos (eu fiz na espessura mínima que pude, coisa de 1 mm, mas foi opcao minha!, dá pra fazer pouquinho só mais grosso, e se optar por um pao maior, fica melhor). Polvilhe farinha nos discos, e agora é que vem o quente: assar os bichinhos. Voce precisa de um forno muito, mas muito quente, mais de 250 °, porque o cozimento do pao deve ser feito em apenas alguns minutos, ou entao use uma chapa. Eu usei uma assadeira plana e grande, e fiz de 4 em 4 por vez. Parece complicado, mas é bem rápido. Preaqueci o forno, e usei a assadeira já quente: coloquei os discos rapidamente, levei ao forno, menos de 2 minutos e retirei. E assim fui. Os que deixei por 3 minutos, ficaram bons pra comer só com Tzaziki depois, porque realmente "crocantes"demais, e nao puderam ir pro atelier de "churrasquinho grego".

O Tzaziki:

400 gr de iogurte natural (a receita grega original, pede iogurte sem soro, o que se consegue drenando: só deixar escorrer por algumas horas num saco de pano, mas eu nao usei este)
1 pepino grande ralado (já ouvi dizer também, que tem que usar descascado e sem sementes, mas um grande amigo grego meu, garantiu que nao há problema algum, rs. Quanto à "grossura" do ralado, usa-se mais ralar grosso, mas eu quis fininho, o que deixa o molho pegajoso, confesso, mas queria assim e fiz, rs.)
3 dentes de alho ralados
dill (endro) a gosto
sal e pimenta do reino moída na hora à gosto
fio de azeite de oliva por cima (também dica do meu amigo grego)

Escorra o pepino e aperte bem, até que saia toda a água. Misture aos demais ingredientes e prontinho.

A carne:

nao encontrei carne de cordeiro, e quem nao tem cao...rs
500 gr de carne moída
1 colher rasa (chá) de cominho em pó
1 colher (sopa) orégano
1 cebola em quadradinhos + 2 dentes de alho picados, previamente refogados em 1 colher de azeite de oliva
sal (+- 1/2 colher sobremesa) e pimenta à gosto
suco de 1 limao

Misture tudo como se fosse preparar um hamburguer. Faca bolinhos grossos (2 cm) e achatados e asse numa grelha. Reserve aquecidos.

Agora é só alegria:
Fatie tomates, cebolas, alface (usei americana) que encham cumbuquinhas, traga o pao pra mesa, o Tzaziki, se tiver um Ouzo, faca aquele aperitivo fresco pra brindar, fatie a carne em tiras grossas e monte - ou enrole!, seu(s) sanduba(s)!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Premiére do filme Knight and Day, e espera debaixo de chuva pra ver o Tom Cruise por 5 minutos, rs











Pois é, ja sei o que ta pensando... Ridículo né?
Naoooo... Sou fä, uai! Ainda dou esses "bafos" de cidada comum que conserva ídolos de infância... rs
"Cabei" de chegar da frente do cinema onde está tendo o lancamento do novo filme do meu astro. Nao tava cheio nao, mas lotou rápido, e a coisa apertou um pouco.
Caiu uma chuvinha, e sabe? - ainda bem, o calor era demais. A Cameron é linda, e o Tom...Ah...O Tom... Num sorrisao de "pode acabar o mundo" que eu to aqui te vendo! Simpático e atencioso.
As fotos foram feitas pela minha filhota, do ombro do maridao, e como eles estavam mais longe... (tadinha, fez o melhor que ela podia!)
Valeu a pena, HEHE!

Djavan, e a farinha...












Uma música do Djavan, "Farinha"(de um cd muito bom, por sinal, entitulado Milagreiro), sempre me deixa com lágrimas nos olhos. É lembranca do meu pai pernambucano que morreu há pouco, é da minha trilha preferida na cozinha, é recordacao de toda sorte, e me dá muita saudade, mesmo pela ligacao que a "rainha branca" tem com minha vida. Eu "fui" de uma incrível sorte, por termos num pequeno sítio, uma "casa de farinha", onde entao, fabricávamos nossa própria belezura - imagina, hoje pago absurdos num pacote, importado ainda!!! Mandioca, nunca mais comi. Talvez pode ser que eu encontre aqui, em alguma casa de produtos africanos (?)...
Tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente o meu ídolo e sua banda, (sou tiete sim!) no final de um show em Florianópolis. Coisa linda esse momento! Ele cantou toda a minha história, e mesmo nao importando eu ter-lhe dito isso, pra mim ficou gostinho de missao cumprida, assim como apreciar o resultado final de uma bela farofa, e claro, dei um beijo na champagne companheira! rs


Vale a pena ver o clip, mas alguém escreveu o nome dele com a letra errada, rs...





Obatzda, loucura de queijo!









Obatzda é o nome dessa mistura deliciosa, que ninguém faz melhor que o meu marido! É patezinho tradicional aqui na Baviera e come-se com Breze, o paozinho trancado, com sal grosso. Há diferentes versoes, e esta é minha preferida (tudo que ele usou pra fazer ta na fotinho):

500 gr de Camembert

80 gr de queijo Quark

1 colher (café) cheia, de páprica (picante!)
1/2 xícara (café) de cerveja

1 a 2 colheres de leite (depende do queijo, a pasta deve ficar espessa)

pimenta do reino a gosto

sal a gosto

1 cebola roxa fatiada

Desmanche o Camembert com as maos, e misture aos demais ingredientes, percebendo se precisa de um pouquinho mais de leite. Deve ficar com a consistência "pesada".

Espalhe a cebola por cima, mais páprica, ajeite os paes ou umas torradas por perto, abra aquela cerveja gelada, e coma até se acabar, hehe!