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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Peixe e frutos do mar num jantar em 3 etapas

Essa foi de rir até... Convidamos um amigo da família de Bamba, pra jantar aqui em casa. Resolvi fazer um peixe. E me inspirei além: criei umas receitinhas legais. A questao foi: na hora do vamos ver, tudo pronto, descobri que o Sr. convidado nao gosta de peixe e "remanescentes". Pode? Um "bafo", como diz minha filha... Me deu até dor de cabeca na hora, mas como o cidadao é um homem de extrema educacao e bons modos, arriscou umas garfadinhas pra me agradar. Agradeco infinitamente a atitude dele, que me alegrou muito, depois de mais de 2 horas preparando essas delícias que repasso aqui pra vocês, frisando que ao menos uma delas vocês deveriam tentar, vale a pena!
Pra entradinha, bolei um trio bacana, que uniu o sabor marcante da Taramasalata (um tipo de creme grego, composto por ovas de carpa ou bacalhau, normalmente defumadas, em uma pasta com purê de batatas, temperada com azeite de oliva e limao. Nao sei fazer! Sempre comprei pronto, nao tem erro com boas marcas do produto), com uma adocicada gelatina de vinho licoroso, mais o peculiar aroma do arroz negro temperado com pesto de manjericao roxo, e o "caviar" cor salmao, de trutas.



O pesto eu fiz da seguinte forma: soquei grosseiramente (nao afinei muito) num pilao, algumas nozes (nao tenho medidas certas pra tudo o que usei aqui, mas mande dentro um pouquinho de cada coisa, dê uma socadinha, experimente, veja o quanto lhe agrada, tempere com pouco mais do que achar necessário, e seja feliz com a escolha do seu paladar, e intuicao culinária!), folhas de manjericao roxo, 1 ou 2 dentes de alho, azeite de oliva extra virgem, algumas gotas de vinagre balsâmico, pitadas de sal, pimenta do reino, e 1 colher de queijo parmesao ralado. Derramei mais azeite dentro, e guardei na geladeira.


Sobre o arroz negro: há mais de um tipo no mercado, e isso ainda exclui o arroz selvagem. Esse que eu usei, tipo "riso" é italiano, veio na minha "comprinha" de Lazise, e nao tinha instrucao alguma de cozimento no rótulo da embalagem, talvez por ser um produto mais artesanal. Custou-me os olhos da cara, mas valeu cada centavo. Se você adquirir algo parecido, lembre-se: necessita, por ter os graos mais rígidos, de um "pré-molho", ou panela de pressao, o que nao é nada aconselhável, se você planeja um risoto tradicional- nao foi o meu caso. Mas como eu desejei ter a mesma consistência, ainda porque é a natureza do arroz usado, deixei de molho por 1 hora, escorri e tive a maior "Odisséia Risôtica" de todos os meus 31 anos de vida seriema. Quase morri de tanto mexer a espátula e adicionar, e refazer porque acabou! - caldo pra esse "abencoado" riso. Siga as instrucoes do seu pacote, ou se tiver que adivinhar, como eu, procure notícias antes, pra nao acabar com um bíceps maior que o outro no dia seguinte.

Segundo prato, fiz um espaguete "nero di seppia" com camaroes e lentilhas vermelhas (muito rápidas e fáceis de cozinhar, mas, pena... perdem a cor... ficam amarelinhas depois).

E por último, peixe assado com muitas ervas, servido com umas abobrinhas muito diferentes (nunca vi antes), redondinhas, pequenas e amarelas, recheadas com sua própria polpa e frutos do mar salteados no azeite.

Delicioso jantar acompanhado de uma garrafa de Retsina (já falei sobre essa maravilha de vinho grego antes), que nossa vizinha nos trouxe de presente!


Dividi tudo em 3 postagens. Segue aí em cima:

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