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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Carcamusas à Toledana

A foto não serve tão bem como atestado do gostoso resultado final, mas garanto: fica uma delícia!

Há dizeres de que o prato foi nomeado como um trocadilho, por José Ludeña em uma situação antigamente corriqueira em seu bar espanhol, em Toledo, onde os "galantes" senhores ("carcas") admiravam a beleza das senhoras (as "musas"), enquanto ambos apreciavam o suculento manjar.
A culinária local traz profundas raízes pastoris, e embora este prato tenha várias versões, a combinação que guarda o seu espírito é basicamente um guisado de carne com linguiça, molho de tomates, e alguns legumes, como ervilhas (por favor, me perdoem e me corrijam os espanhóis ou entendidos do assunto, se assim necessário!) acompanhado de um belo prato de batatas fritas.
Coisa simples, rústica, mas muito saborosa e cheia de tradição, e dá a maior vontade de fazer aquele "pratão", sabe? rs.
Eu nao usei ervilhas, e minhas linguiças foram as semelhantes à calabresa (foi o que eu consegui encontrar, rs) e presunto serrano original, que deixaram um sabor beeeem marcante no final, mas ficou ótimo assim:

600 gr de carne de porco em pedaços médios (usei filé)
200 gr de linguiça em rodelas
100 gr de presunto Serrano (Jamon, ou presunto cru espanhol) picadinho
1 cebola pequena, picada
3 dentes de alho picados
100 ml de vinho branco seco
200 gr de purê de tomates
1 colher (chá) de páprica doce
pimenta vermelha à gosto, picada
1 pimentao vermelho pequeno, sem pele, e picado bem miudinho
azeite de oliva e sal, o quanto baste
Já sei: estou usando a "espátula proibida!" Aaaah, me deixa, vai???! Adaptei minha máquina de lavar louças pra "ferver" à 398°, kkk... Mas daqui ninguém leva minhas colheres de pau, rs.

Refogue os alhos e cebolas no azeite de oliva, e acrescente a carne e as linguiças, sem deixar juntar água (use uma panela grande, ou frite aos poucos, e fogo alto), em seguida o presunto. Quando estiverem dourados, junte o vinho e deixe evaporar por uns minutinhos. Polvilhe 1 colher (café) rasa de sal. Acrescente o purê de tomates, pitadas de açúcar se achar necessário, o pimentão, a páprica, as pimentas, e deixe cozinhar mais 5 a 8 minutos, corrigindo o tempero. Adicione um pouco de água, se achar necessário.
Eu servi com as tortilhas de batatas que postei logo ali embaixo.
Bom pra dedéu.

E pra acompanhar um prato pesado, uma música bem levinha, rs. Meu maravilhoso Djavan com toda sua sensibilidade, nem mais, nem menos que em Barcelona, cantando uma viagem pelo mundo num amor desatinado, e um beijo com sabor de Big Apple - enquanto o mundo faz uma volta aqui na minha cozinha, rs.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Lulas ensopadas com arroz negro e polenta


Minha gente, isso ficou bom demais!
O friozinho começou a atacar por aqui, e nada melhor do que ensopados quentinhos pra aconchegar o estômago e o coração.
Exagerei na dupla polenta + arroz, mas ficou tão bom!

As lulas:
1 kg de lulas limpas, cortadas em anéis não muito finos
1 xícara (de chá) de talos de salsão picados
1 cebola média, bem picada
3 dentes de alho picados
1 xícara (de café) de azeite de oliva
1 pimentão vermelho e 1 verde, pequenos, cortados em rodelas
150 ml de vinho branco seco
1 cubinho de caldo de camarão
Pitadas de cúrcuma e páprica
Suco de 1 limão siciliano
alecrim fresco
salsinha e cebolinha picadas, a gosto
sal e pimenta do reino

Deixe as lulas com o suco de limão e pitadas de sal, descansar por alguns minutos.
Refogue as cebolas e alhos no azeite, junte as lulas em fogo alto por mais 5 minutos, junte pitadinhas de cúrcuma, páprica, o alecrim, o vinho, deixe evaporar um pouco. Adicione 500 ml de água, o cubinho de caldo, tampe a panela e deixe na pressão (o problema das lulas é este: ou você as cozinha rapidamente, ou usa bastante tempo, o que eu substituí pela panela de pressão, ou elas ficam borrachentas) por 30 minutos.
À parte, refogue em 1 colher de azeite, os pimentões e o salsão, com algum dentinho de alho, se preferir. Junte ao ensopado, junto com salsinha e cebolinha., e deixe cozinhar por mais uns 10 minutinhos.
Verifique o sal, a pimenta, adicione mais água se necessário.



O exótico arroz negro:

Já falei sobre ele antes, e desta vez ainda é do pacote que trouxe da Itália no último verão (tá com sobrevivência longa, o danado...rs). É realmente saboroso o antigo "proibido" (histórias contam que era apreciado pelo imperador, e por ser afrodisíaco, tornou-se uma iguaria chinesa libidinosa, rs) e vale a pena cada centavo, no susto da compra.
De grãos curtos e arredondados, a cor é um espetáculo à parte: fica lindo no prato e seu gosto acastanhado já cativa na primeira garfada. Não faço menção a valores nutricionais, porque não consigo pensar dieteticamente quando preparo essa maravilha, rs, mas pra adeptos de algum regiminho, tá valendo também: é menos calórico que o integral.
Na última vez, levei ao fogo diretamente, mas agora, tentei um molho antes, pra ver se acelerava mais o cozimento. Digo que adiantou um pouquinho, mas não sei exatamente qual o melhor procedimento a seguir, talvez dependa mesmo de qual tipo de prato você queira preparar. Ele demora bastante pra ficar pronto, e no caso de um "risotinho", como eu quis fazer, exige grande dispêndio de paciência.

2 xícaras de arroz negro
1 échalote picadinha (ou chalotas, prefiro estas às cebolas neste caso, porque fazem pedacinhos minúsculos e é mais suave no sabor, e boa pra "se ter o gosto" sem volume significativo)
2 colheres de azeite de oliva
1 colher de manteiga
caldo temperado e quente, o suficiente para o cozimento do arroz (usei um pouquinho de caldo de camarão, onde cozinhei algum alho poró e folhas de salsão, pra deixar mais sabor)

Deixei o arroz de molho em água por 2 horas. Não se preocupe, porque mesmo a água saindo bem escura depois, ele vai continuar super negro e com textura cremosa.
Levei as échalotes ao fogo, com azeite. Quando ficaram transparentes, adicionei o arroz bem escorrido, e refoguei bastante. Fui adicionando o caldo, e cozinhando lentamente, até que os grãos estivessem macios.
Retirei do fogo e acrescentei a manteiga.


A polenta:

Refoguei alguns alhos em azeite, e adicionei 500 ml de água com 3 colheres de "polentina". Cozinhei até "dar ponto", uma polenta cremosa, pra "comer de colher", temperando com sal e pimenta do reino branca.
Servi enfeitada com galhinho de orégano e lascas fresquíssimas de parmesão.

Ficou muito gostosa essa combinação.


E lembrando às queridas pessoas que me acompanham no meu brincar de Chef: se passarem por momentos difíceis, nunca percam a coragem. Se a perderem, tomem como princípio de tudo a sua busca, pois sem ela nada se constrói. É cruel pensar que muitas vezes, se não estivéssemos chorando por algum tempo, não poderíamos reconhecer como suspiro de alegria, a nossa face sem lágrimas!
Procure dentro de você as suas cores verdadeiras, e nunca tenha vergonha de ser feliz.
Ando meio sumida, porque passo agora por um período de buscas, e meu mundo andou meio preto e branco por uns dias, rs.
E na mensagem desta música, que eu dedico à essas pessoas com suas fabulosas cores: se o mundo te enlouquecer, e seu coração pesar, pode me chamar, eu vou estar aqui...


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tortilha espanhola, e um selinho lindo do Dani e da Jana

Obrigado pessoas (Dani e Jana)! Bem bonito mesmo, amei!





Essas são as regras pra quem recebe esse carinho:
Postar o selinho no seu blog
Linkar o blog que lhe ofereceu
Oferecê-lo a mais 10 blogs
Avisar os 10 escolhidos.
Vou repassar a belezinha pros amigos que antes receberam de mim um outro selinho!
Espero que gostem,

http://www.rubr.com.br/
http://cafecombolodefuba.blogspot.com/
http://coisasboasdavida-elianapessoa.blogspot.com/
http://iguariascaseiras.blogspot.com/
http://nabiroskinha.blogspot.com/
http://nacozinhadothiago.blogspot.com/
http://saboreseafetos.blogspot.com/
http://emamaocomacucar.blogspot.com/
http://nossacozinhadani.blogspot.com/
http://jengibrenaranjaymiel.blogspot.com/

A Tortilha de batatas:


É um prato típico espanhol, e consumido praticamente em todo o país. Na nossa festa do Reveillon passado, tive a honra de ganhar uma travessa maravilhosamente bem feita, de uma amiga espanhola. Desde então, me apaixonei. Mas esta aqui nao é a receita dela, é resultado da minha colheita de receitas, pra um gostoso jantar, que ainda teria outro prato também espanhol, Carcamusas, o qual posto logo em seguida.
À princípio parece que o azeite empregado na receita é muito, mas não é. Eu poderia ter usado ainda um pouco mais.

700 gr de batatas
4 ovos
2 dentes de alho
1 cebola pequena
2 colheres (de café) rasas de fermento em pó
1 e 1/2 xícaras (chá) de azeite de oliva
1/2 colher (café) de sal
Pimenta do reino a gosto

Corte as batatas, descascadas, em rodelas finas. Leve o azeite ao fogo, e junte as batatas fatiadas. Tempere com umas poucas pitadas de sal. Deixe-as cozinhar no azeite, em fogo médio. Pique o alho e a cebola, e junte às batatas quando estas já comecarem a amaciar (eu coloquei antes, e quase tive alhos e cebolas queimados! Cuidado!rs). Vá "cortando" as batatas com uma espátula, e continue com a panela no fogo, até que fiquem bem cozidas e picadas.
Coloque pra escorrer num peneira, e apare o azeite que sobrar.
Numa tigela, bata os ovos, adicione o sal, o fermento, a pimenta, e a massa de batatas já um pouco mais fria. Mexa bem, coloque 3 colheres do azeite que você recolheu das batatas, e leve a massa ao fogo. Vá cuidando as bordas com uma espátula, e tampe para que cozinhe.

Quando a superfície começar a endurecer, vire a massa: coloque um prato grande sobre a frigideira, vire-a, e depois deslize a massa pra dentro novamente.
Deixe cozinhar de 5 a 7 minutos, e prontinho! Espere esfriar um pouco antes de cortar, e sirva morna, ou mesmo fria, com uma rodela de limão.


Coisa simples e muito saborosa.







sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Obrigado Andréa, pelo lindo selinho!


"Este selo representa uma rede infinita de indicação dos melhores blogs da internet no Brasil. Significa que a Sunshine award está reconhecendo o ótimo trabalho realizado em seu blog!

O selo e o prêmio servem de reconhecimento e iniciativa aos trabalhos dos blogueiros de todo Brasil, criando uma rede de indicações e blogs."

Este selinho ganhei da Andréa, maravilhosa mulher, que enfeitiça a gente com seus deliciosos quitutes: http://andreaquitutes.blogspot.com/

Quem recebe o selo deve seguir algumas regrinhas:
1-Criar um artigo sobre o prêmio.
2-criar um link do blog que o indicou.
3-Indicar 12 blogs p/ Sunshine Awards (não tem problema indicar para alguém que já recebeu)
4-Informar aos indicados sobre o prêmio.

Blogs indicados:

http://www.rubr.com.br/
http://cafecombolodefuba.blogspot.com/
http://coisasboasdavida-elianapessoa.blogspot.com/
http://iguariascaseiras.blogspot.com/
http://nabiroskinha.blogspot.com/
http://nacozinhadothiago.blogspot.com/
http://saboreseafetos.blogspot.com/
http://emamaocomacucar.blogspot.com/
http://nossacozinhadani.blogspot.com/
http://jengibrenaranjaymiel.blogspot.com/

Beijão e espero que gostem do carinho!

Cozido à moda húngara

Gostaria de deixar claro que nada tenho contra a recriação de pratos tradicionais, pelo contrário, abençoadas sejam as mãos habilidosas de quem consegue estampar novas cores em movimentos originais sobre fundos já por si, muito bonitos! Mas creio que há obras prontas - independente de suas variantes, como na regionalidade, por exemplo, onde, se botar a tinta, há que se saber bem o que dizer sobre a interferência... (fica complicado explicar a acepção de um bigode na Mona Lisa, não?)
O que eu quero dizer é: apesar de todo o nosso entusiasmo (porque sei que assim somos, né, colegas cozinheiros? hehe) em criar e recriar, penso existir uma beleza autêntica e inquestionável na admiração e culto da cozinha tradicional. Assim como são insuperáveis e até espantosas, as mentes que fazem da cozinha contemporânea esse show que podemos acompanhar, reproduzir, e porque não? - conceber. E eu gosto de estar nesse equilíbrio, entre os devaneios e cores da nostálgica abertura de potinhos pra inventar um espetacular novo molho, e a lealdade às medidas descritas pela Dona Meriécia da Fonseca Gurga, na sua receita que perdura já há 1000 anos, e carrega em seu aroma muitos quilos de história. Que não se faça nada tão à risca, (qual delas?) porque esta é como uma artéria com suas veias, impulsionando o "sangue-dish" pra infinitas direções. Ou você acredita que não há influências sobre absolutamente tudo o que cozinha? Mas rodeie, ponha cerca, e respire a risca escolhida, por mais ilimitada que esta lhe pareça, e guarde assim, a sua essência, pois o apreço pela cultura culinária (uma das maravilhas do mundo, na minha opinião) é um nobre sentimento.

Um dos pratos mais conhecidos da Hungria, o Goulash, é também muito popular no sul da Alemanha, e pelo pouco que sei, deve ter sido aqui introduzido, através da Áustria, lá pela época do império Áustro-Húngaro. Mas é tanto, que percebemos essa expansão, ao encontrarmos em qualquer supermercado ou casa de carnes, porções prontas para prepará-lo, inclusive, mistas, com carne de porco e de boi, no mesmo pacote, acho o máximo! Esta também é variação da receita, com dois tipos de carne.
A minha idéia foi fazer uma carne ensopada com mais legumes, abraçando os temperos do famoso prato pastoril. A maior parte das versões fiéis da antiga receita rústica incluem pimentões, mas eu não usei aqui. Então, deixo uma idéia pra um cozido gostoso, suculento, com ingredientes simples e tempero muito "vivo", pra dar uma variada na nossa carne de panela de sempre.

500 gr de coxão mole em cubos (ou coxão duro, patinho, alguma outra carne magra de sua preferência), e temperada com 1 colher (sopa) de sal e pimenta do reino
4 batatas médias, cortadas em tamanho aproximado ao dos cubos de carne
2 cenouras cortadas em rodelas grossas
6 repolhinhos (ou couve-de-bruxelas)
2 talos pequenos de salsão, cortados em pedaços grossos
100 ml de vinho tinto seco
1 colher (sopa) cheia, de páprica doce
1 dente de alho esmagado
1 cebola pequena bem picada
1 cubo de caldo de carne
1/2 colherinha de cominho em pó
2 folhas de louro
2 folhas de sálvia
banha ou óleo

Refogue o alho e a cebola em pouco óleo, e adicione a carne. Junte o louro, e refogue bem, até que a carne comece a dourar. Adicione o vinho, deixe evaporar, junte o restante dos temperos, então 500 ml de água, e o caldo de carne. Deixe cozinhar bem (eu usei panela de pressão, por 40 minutos), e esse tempo depende de qual carne se está usando. Quando estiver cozida, junte todos os legumes, e cuide pra que nao fiquem macios demais. Se necessário, acrescente mais água.

Acerte o tempero, e sirva com pão ou arroz branco, e convide um vinho tinto pra acompanhar, rs. Se desejar que fique com um aspecto menos "ensopado", engrosse com amido dissolvido em água, mas pra mim, ficou ótimo como saiu do fogo!


Bom apetite, e uma sexta maravilhosa pra todos!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Bruschettas com abobrinhas e ovas de truta

Uma variação bacana do tradicional - e originalmente rústico, antepasto italiano.
O pão (italiano, mas diverso em farinha e forma, dependendo da região) deve ser fatiado, e tostado (daí a origem do nome, que tem significado atribuído à sua confecção), antes ou depois, aromatizado com alho (essa é a base da Bruschetta, aliás, essa é a Bruschetta em si), e a partir disso, você adiciona tomates, cogumelos, presuntos, a cobertura varia de lugar pra lugar dentro da amada Itália.
Eu esfreguei alhos esmagados, e com um fio de azeite, passei rapidamente as fatias de pão (usei baguete francês, que cortado na diagonal, lhe rende pequeninas Bruschettas) na frigideira quente (use grelha, se puder), e reservei. O lance é deixá-las levemente tostadas por fora, e macias por dentro, de forma que só um bom azeite e pimenta já fariam uma festa!
Na mesma frigideira, refoguei por 2 a 3 minutos, cubinhos de abobrinha, temperados com respingos de vinagre balsâmico branco, tomilho, sal e pimenta. Juntei algumas azeitonas pretas picadas.
Besuntei cada fatia de pão com pasta de taramas (já falei sobre ela), coloquei uma colherada das abobrinhas por cima, e um pouquinho de "caviar" de trutas. Joguei um fio daquele óleo de oliva maravilhoso, e preparei meu paladar para o jantar com minhas belezinhas versão mini.
A junção desses sabores ficou bem rica e interessante. As Bruschettas assim, ganham um ar siciliano (mesmo a taramasalada sendo grega, e essas ovas...mmm, ah... a cozinha contemporânea dos Bambas aqui, que também "caleidoscopica" pratos tradicionais, é esse mix aí, rsrs) e uma cor bem bonita, e enfeitam a sua mesa com muito charme!

E olha só, de um cd antigão que eu gosto muito, o pop italiano do Tiziano Ferro. (Ele ficou conhecido depois da música apaixonada, do Padre enfeitiçado pela Lavínia Vlasak, numa novela das 8)
A minha queridinha, preferida (nao diga que é brega, hein?! kkkk):

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Escondidinho de linguiça com abóbora

Coisa mais gostosa essa receitinha! Tão simples, tão boa, a comida confortável...rs
Sem mistério, só refogar com cebolas, umas rodelas de linguiça, cortadas finas. Fazer à parte um purê bem grosseiro: descasquei a abóbora, cortei em quadradinhos, refoguei alho e cebolas picados (na mesma panela onde fritei a linguiça), tudo a gosto. Acrescentei a abóbora, fritei bastante no azeite com pouquinho de  manteiga, e fui adicionando água, até que ficasse bem cozida, e com uma consistência bacana pra fazer o escondidinho. Um purê espesso, ainda com pedacinhos firmes da abóbora e caprichado na pimenta, porque eu gosto (usei + - 400 gr de abóbora, e 4 linguiças tipo toscana, pra 2 pratos). Ajeitei rápido, um creme bechamel grosso (só farinha + manteiga em partes iguais + leite até a consistência desejada, no fogo, temperado com noz moscada e pimenta branca) e ralei um parmesão. Forrei minha cumbuquinha com linguiça, depois creme e queijo, e o purê. Levei ao microondas (o meu tem grill, então usei esse serviço adicional, rs) até ficar com "cara de poder sair do forno", e prontinho. (Se colocar queijo por cima, fica bom também, hein...)

O purê


A linguiça

O creminho gostoso no meio

Pronto pra ir ao forninho

Pronto pra ir pra barriguinha, hehe

E até eu já comecei a me esconder, rs. O frio está chegando e temos previsão de "pancadas" de neve pro fim de semana! Santo castigo (mentira! Até gosto...rs), ontem mesmo estava eu, ao entardecer, voltando pra casa só de jaquetinha... Hoje cedo, grudei na filha pelos colarinhos, pra "retificar" a sua roupa, quando esta já ia lá longe, feliz pra escola... Só quando abri a porta da sacada, é que pude "ver" os 3 graus. Brr...
Sobre o Dia das Crianças: um comentário do meu marido que me fez repensar a beleza de certos sentimentos. Ele se pasmou um dia, e me indagou: "Mas porque você faz tantas fotos das árvores e das folhas amarelas? É coisa tao normal..."
Mas é que eu gosto tanto desse Outono sedutor, e adoro correr os olhos ao redor, procurando como boba, os esquilos que estão por toda parte agora, que por vezes acho a normalidade uma coisa muito mais intrigante do que o seu antônimo! E por acaso, só o que é estranho é que é bonito? E faço "um bico de birra", porque uns mais, outros menos, ainda mostramos nosso lado infantil imortal, de vez em quando.
E marido escancara aquele sorriso de sol, que dá vontade de me passar por louca - ou como ele diz, Piccolina, tantas e tantas vezes, ou até virar cantora:



Música linda, de um dos melhores cantores e compositores do meu Brasil, o qual reverencio sempre, com orgulho.

O que eu ando vendo da janela do meu quarto por esses dias.

Nao é uma gracinha? Nao dá vontade de sair correndo atrás? hihihi
Feliz 12 de Outubro pra você também!

sábado, 9 de outubro de 2010

Lombinho com camarões ao curry vermelho tailandês

Mais uma delícia oriental.
Parece estranho, mas na culinária em questão, há sim, pratos compostos por frutos do mar e carne de porco juntos.
O curry vermelho não é muito picante, então contei com a ajuda de algumas pimentas verdes e vermelhas.
O preparo da minha receita foi feito de forma a não misturar antes as carnes ao molho, mas faça como lhe apetecer.

Ingredientes (pra 2 pratos  "XG pantaneiros" - ou 3... até 4 se for comer à francesa, rs)

250 gr de camarões médios, com ou sem casca (depende da sua preferência)
300 gr de lombinho de porco
200 ml de leite de côco cremoso
2 colheres (de sopa) de curry vermelho (comprei pronto)
óleo de soja
2 pimentas / chili - Cadê você, oh Sr, J. Oliver? rs (usei 1 verde e 1 vermelha)
manjericão doce a gosto
1 colher (de sopa) de açucar

Pique a carne em losangos, assemelhando-os aos camarões, no formato. Tempere com um pouco de Nam pla, e açucar. Faça o mesmo com os camarões. Fatie as pimentas em pedaços grandes.
Refogue a carne em fogo alto, com pouco óleo, acrescentando metade das pimentas no fim do cozimento e reserve. Na mesma frigideira ou wok, refogue os camarões com a pimenta restante. Reserve, e mantenha-os aquecidos. Volte a wok ao fogo (baixo agora) e adicione o curry. Mexa rapidamente, e junte o leite de côco e o manjericão em folhas.

Deixe cozinhar por uns 3 minutos, descarte as folhas de manjericão, deite uma boa "conchada" em pratos fundos, e sirva as carnes por cima. E coma imediatamente, rs.
Arroz de jasmim, perfumadíssimo e obrigatório, pra não pecar!, como acompanhamento, e o vidrinho de Nam pla na mesa. Certeza que você vai fazer bonito!


Acredite: a morta de fome aqui comeu isso tudo, rs.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Vinagrete com pêssego e bifes de porco em crosta temperada

Ei Rachel, acatei sua dica. Nao sei ainda como vai ficar, mas por enquanto vai assim mesmo, rsrs.
Ganhei de uma pessoa muito querida, um punhado de tomatinhos verdes, da hortinha que ela tem em casa. Um mimo, quase morri de paixão pelos pequenos...

Resolvi fazer um vinagrete pra acompanhar uns bifes de porco, e usar meus presentinhos nele.
A história do vinagrete é a seguinte: me parece que a origem é francesa, e o molho inventado, nao leva tanta coisa como a gente faz normalmente, pra acompanhar carnes assadas (o que não quer dizer que a receita "abrasileirada" não seja uma delícia, claro). Tenho uma nota básica, de vinagrete original, que diz ser o tal uma mistura emulsionada de vinagre, mostarda, óleo, sal, pimenta e me perdôe, Sr. Molho, se esqueci alguma coisa. Entao, se adicionados outros ingredientes, passa a ser este um molho "à vinagrete". Sei lá, sou curiosa a respeito da origem das coisas, e toda vez que tenho de denominar algum prato que eu crio, vira uma confusão na minah cabeça. Talvez eu devesse fazer como os adeptos da cozinha contemporânea, rs, e deixar a coisa bem gringa mesmo, tirar nomes lá dos quintos (os franceses são os preferidos, claro!) pra "embunitar" e coroar os miúdos (e eu os adoro!!) ...rs

Vinagrete:

2 pêssegos pequenos, cortados em cubinhos
1/4 de raiz de salsão picada em quadradinhos bem pequenos
1 xícara de tomatinhos verdes, cortados ao meio(eu nem tinha mais 1 xícara cheia, porque comi alguns antes, rsrs)
3 colheres de vinagre de vinho branco de ótima qualidade (muitos nao dão atenção ao vinagre, mas usar um ruim, dá na mesma que fazer um risoto super incrementado, e jogar pra dentro um vinho de péssima qualidade: o resultado é sempre comprometido sim.)
2/3 de xícara (de café) de óleo de damasco
1/3 de xícara (de café) de óleo de milho
2/3 de xícara (de café) de suco de laranja
1 colher (de chá) de mostarda (condimento) Dijon
pitadas de sal e de açucar
pimenta do reino branca à gosto

Quem acha que só os talos e folhas do salsão é que vão pra panela estão muito enganados! Extremamente aromática e saborosa, a raiz completa belíssimas saladas também!
Tome posse do seu fuet e misture o vinagre com o suco de laranja e a mostarda, e vá batendo e adicionando os óleos. Tempere de sal, pimenta branca, açucar, e deixe à seu gosto.
Junte o restante dos ingredientes, incorporando tudo ao molho, com cuidado pra não esmagar os pêssegos.
O resultado será um molho deliciosamente perfumado, e agridoce. Uma viagem às estrelas, believe me! rs

Com o seu peculiar aroma levemente adocicado, fácil fácil de encaixar em muitos pratos, esse óleo é muito atraente, e vale a pena ter na despensa.



A carne:

400 gr de bifes grossos de porco
1/2 xícara de ervas mistas: usei alecrim fresco, tomilho(seco), pimenta do reino em grãos, sálvia
sal grosso
1 colher (sopa) de gergelim branco


Soque os temperos num pilão, e passe os bifes pressionando de ambos os lados.
Frite em azeite de oliva quente, com o fogo alto, até dourar.
Eu fatiei antes de servir, e levei à mesa com uma salada verde e o vinagrete.


Bom apetite!




E se existe uma música que foi feita pro meu dia, é esta aqui, numa das vozes mais lindas do mundo, EVER, e uma das mais belas canções (porque existe sim uma beleza melancólica na "tristeza-de-amor"!):
ELVIS FOREVER:


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Salada de carne "Thai Style"

Na verdade usei carne de porco (que é mais consumida na Tailândia), mas as versões que andei vendo em livros são com carne de boi mesmo.
Minha onda oriental não passou e nunca vai passar! É o exagero da minha veneração pelo melhor da vida:  a viagem culinária, de comer com a alma os sabores do mundo, e é assim que eu sou feliz!
Essa salada surgiu na "caixola" (óh que orgulho, to virando Gourmet internacional, kkk) da coleção de idéias daqui e dali, mais as informações oriundas da minha escola sobre a cozinha tradicional do seu país de origem, e me veio no intuito de excitar o tempo que está ficando mais "fechado" por aqui. Logo chega o dia do "ninguém merece botar aquecedor pra funcionar no último só pra sentar enrolada na coberta e gelar os dentes numa saladinha", né? O tempo do Fondue está chegando... Mas, por enquanto, aproveitemos essa brisa fria que eu também adoro.
O Outono, penso eu, é a estação mais charmosa do ano, e embora meu coração por esses dias ande meio inquieto, nao há como sentir tristeza - me desculpem as folhas que caem mortas agora!, caminhando (e namorando!) por/sobre este chão ornamentado, com seus lindos e eventuais tapetes amarelo-sonho-ferrugem.


Ingredientes:

1 pedaço de filé de porco (aproximadamente 200 gr)
200 gr de massa oriental transparente (o talharim "de vidro", rs)
1 pimenta vermelha fatiada
1 pepino grande ou 2 pequenos (japonês, de preferência)
1 colher (sopa) de capim limão, fatiadinho
1 cebola roxa, fatiada
1 pêra chinesa pequena, não muito madura
1 colher (sopa) de açucar
6 colheres (sopa) de Nam pla
algumas gotas de limão e de óleo de amendoim

De textura mais crocante, a pêra chinesa incrementa com autoridade essa salada que ficou um show.

Como eu disse num post passado, a parte interna e rente à raiz, serve bem pra saladas... Fica delicioso!
Preparo:

Pincele uma frigideira com o óleo, e no fogo alto, sele a carne por todos os lados, e deixe fritar bem (sem adicionar tempero algum!). Enrole num filme plástico,e leve ao congelador até resfriar bem.

Corte o pepino em palitos finos, e algumas rodelas pra decorar seu prato, se quiser.
Cozinhe a massa em água (também sem tempero), escorra e reserve.
Prepare o molho: misture o Nam pla, açucar, limão e algumas gotinhas de óleo.
Quando a carne estiver gelada (30 minutos depois), retire do plástico, e com a faca mais afiada que tiver, fatie como se fosse fazer um carpaccio, mas cerca de 3 mm de espessura. Se obtiver rodelas muito grandes no diâmetro, dê uma rasgadinha com cuidado, pois elas se partem com facilidade.


Primeiro tempere a carne: numa tigela, misture com a metade do molho. Junte o restante dos ingredientes (menos a massa) mexa tudo delicadamente, e acrescente o restante do molho. Sirva sobre a massa, encontre algum Hashi perdido, rs, e tempere com mais Nam pla, se necessário.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Wurstsalat - e até ano que vem, Oktoberfest!

Prost!

"Grias God"! (Grüß Gott - saudação bávara de cada santo dia nosso)
Acabou anteontem, e já deixou saudade! (E meus cotovelos sem pele por causa de um famoso e antigo tobogã, onde teimei, não sei porqu-antas cervejas, em descer "com emoção", rs.)
Mas a melhor salada de salsichas do mundo, não pode ser reproduzida em nenhuma Wiesn, e em nenhum outro lugar: senão onde estiverem as mãos do meu marido, hehe. Brincadeiras à parte, ele faz um temperinho especial, e sem mistério algum, que transforma esse prato tão espetacularmente simples, em uma deliciosa opção para um lanchinho, entrada, ou para acompanhar aquela cerveja gelada no fim da tarde... Nao tem erro!
Essa é a versão suiça, que leva queijo, chamada então de Schweizer Wurstsalat.

Sobre as salsichas: vi em muitos sites, receitas usando as do tipo Viena (diga-se que estas são servidas de outra forma), o que assustou o meu marido, rs. Ele é alemão aqui da Bavária, e, assim como eu, nunca ouviu falar antes (e nunca viu) alguma feita com esse tipo de salsichas, na Alemanha, ou mesmo em outros países onde o prato é popular (Áustria, Suíça, e na porção "meio-alemã" da França, por exemplo). Talvez foram assim escolhidas em alguns sites pela alternativa menos dificultosa, de no Brasil se encontrar alguns tipos de embutidos. O fato é que livros de culinária local apontam somente na direção das salsichas que usamos nessa versão original e tradicional  do que seria a deliciosa Wurstsalat - do vizinho aqui, dono do Fondue, rs. (Claro que nao sei muito sobre o assunto, então, agradeço informações adicionais e eventuais correções!)

600 gr de salsichas tipo Stadwurst (ou Lyoner, que também são legais pra isso)
200 gr de queijo Emmental
3 pepinos em conserva (+ - 100 gr, ou à gosto)
2 cebolas médias cortadas em rodelas (roxa ou branca, a seu gosto)
pimenta do reino moída na hora
20 ml de vinagre de vinho branco
20 ml de água
20 ml de azeite de oliva
pitadinha de sal

Misture o vinagre com a água e o azeite, mais pitadas de sal, fazendo um molho. Corte as salsichas em rodelas finas. Fatie o queijo e os pepinos em tirinhas também bem finas. Misture tudo numa saladeira e junte o molho. Há quem prefira deixar um tempo na geladeira (prefiro sempre assim: a salsicha "pega" os temperos, e fica deliciosa, mesmo a cebola ficando meio borocoxô...), mas já comi em restaurantes onde nem a cebola e o queijo são misturados, questão de estética, porque se parece assim mais com um prato de frios, do que o que eu desejei ter pra "tira-gosto", rs. Aí você decide...

Então lá vou eu pra minha sacada com meu pratinho, puxo uma cadeira, molho o bigode numa confortante cerveja de trigo, e corro a vista pelos picos dos Alpes, sempre açucarados pela neve, catando no rosto o ventinho que eles me mandam há alguns km daqui... Claro, tem também o surto que bate, botando graça e uma risadinha - sem graça, naquela impressão de Meu Deus!!! - como o mundo é pequeno...

                                                              Servus, und wiedersehen!

Ah! Essa foi a primeira Wiesn na qual eu fui vestida à caráter (chama-se Dirndl, essa roupa apertada, tremendamente desconfortável, mas tão feminina e graciosa, que vale a pena sufocar uns quilinhos aí dentro, hehe). Fiquei num orgulho só com esse modelito "Alice no país das maravilhas", kkk... Nao tenho vergonha de ser feliz nao!